Fosse minha a Globo, financiava o MST
Postado por Sergio em 13 Jun 2008 em 11:44 am | Em: Política
E não só o MST, o Movimento dos Sem Terras.
Financiava também, o Via Campesina, que é um movimento social mais agressivo.
Sério gente. Alias, até proporia um pool de empresas jornalísticas e de publicidade para formar um bolão para o investimento.
Os recursos serviriam para financiar ações de protestos, custeio para deslocamentos e aquisição de material panfletário.
E indumentárias: bonés, camisetas, bandanas para camuflar rostos estariam no topo da lista de material.
Ahhhhhhhh…. e cascas de banana. Isso. Cascas de banana, muitas, bastante mesmo, caminhões delas.
Ainda sem entender?
Então repare na televisão, nos jornais e na revistas, o quanto gasta com publicidade uma empresa como a Vale depois que sofre um atentado em suas instalações ou, quando muito, um protesto democrático organizado.
Os movimentos sociais as picham e elas bravamente correm a proclamar aos quatro ventos o quantos são importantes para o pais, o quanto de pessoas empregam e o quanto de divisas geram.
Entendeu agora? Seria um investimento estratégico “duca” para as empresas de jornalismo e publicidade. Retorno rápido e garantido!
O mau exemplo da Vale. E má lembrança.
Várias empresas públicas foram privatizadas na bacia das almas pelo governo FHC, atolado em dívidas. Agora, são vistosas e rendosas empresas particulares de porte internacional.
No Brasil, tem dissso: enquanto empresa pública, é cabide de emprego e corrupção até a insolvência.
Enquanto o Tesouro bancou seus déficits, foram trincheiras do corporativismo funcional via sindicatos, associações e partidos políticos.
Sucateadas e tecnológicamente ultrapassadas, vem as gentes do governo a nos dizer que vendê-las é bom para o país.
Não é não, Pedro Bó.
Bom para o país, seria se essas empresas que os políticos vivem a entregar semi-gratuitamente para grupos particulares, que elas fossem mais empresas e menos sujeita à vagabundagem política.
E isso tem conserto? Não, não tem. Não importa quem governe se o sistema é viciado.
As mais recentes:
O petróleo do pré-sal e uma nova estatal para ele
Manchete equivocada. Ou, ensaio anestésico.
Diego Hipólito fail
Governo de Aécio Neves censura site.
Por isso estou levando para o meu blog uma matéria sua, claro o crédito será seu.
Sugiro a você colocar o banner do dihitt em seu blog, pois ele é um excelente indexador de noticias.
Um abraço.
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Sergio reply on Junho 15th, 2008 11:35:
Obrigado pela visita e seu comentário. Acompanhe o Trivial. Quando não brinco com ele, até que publico alguma coisa aproveitável… rs…
E, quanto ao Dihitt, eu tenho meus artigos indexados por lá. Mas exito encher a barra lateral do blogue com selos, para deixá-lo leve no carregamento.
Abraços!
Sérgio
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Aliás, quem garante, que as emissoras não fazem isso??!!hehe..
Como bem disse, as empresas públicas são “cabides de emprego”, exceção feitas as autarquias, como o caso dos Correios.
A solução seria uma administração com moldes de empresa privada, mas isso seria irrealizável, porque o objetivo fim das empresas públicas é o bem social.
Porém, acabando com cargos comissionados/contratos/sinônimos, e estabelecendo avaliação de desempenho e estabelecimento de metas aos funcionários públicos, seria o início de sérias mudanças, mas isso é um sonho utópico….
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Sergio reply on Junho 15th, 2008 21:44:
Verdade… Uma empresa pública com gestão profissionalizada, é utopia pura.
Claro, existem casos especiais como você citou os Correios que acho que por ser considerado um serviço que tenha a ver com a segurança nacional, então acho que não podem ser privatizadas.
Mesmo assim, são empresas prestadoras de serviços apenas. Como a Embraer, que monta aviões.
Claro, desenvolve tecnologia de ponta mas isso, são feito por pessoas.
Pode notar como turbinas e componentes eletrônicos são de parceiros internacionais.
Uma empresa como essa, por exemplo, nem tem como existir se não for de ponta.
Mas daqui para frente, acho que entraríamos no campo mais especulativo, eu não teria bases para uma análise mais aprofundada.
Mas que são totalmente diferentes de uma Vale, isso são. A Vale, “esburaca” o Brasil e faz dinheiro disso.
A Petrobrás só escapou da privatização (entreguismo, eu diria…) porque quem propor isso, não se elege nunca.
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já tinha visto você por aí, mas ainda não conhecia seu blog.
agora descobri para onde irei naqueles momentos em que boto
o cotovelo no teclado e o queixo na palma da mão, ou seja,
quando fico exausto.
parabéns e pode prosseguir que vale a pena.
ah, este “vale” não é o “vale” da Vale.
abraços
ps: talvez sejamos primos
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Sergio reply on Junho 30th, 2008 12:36:
Olá, primo! Que com certeza, somos sim de algum lugar na vechia Itália.
Estou em Barra Bonita, interior de São Paulo… e você, onde?
Abraços!
Sérgio
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