Cuba e o mito da insistência
Postado por Sergio em 27 Jul 2008 em 12:53 am | Em: Política
Cuba é símbolo da resistência contra imperialismos? Sim, acho que é. E falo de qualquer imperialismo, está bem?
O fracasso do comunismo como sistema gestor de economias não desmerece a história do último meio século da ilha. Mesmo porque quando da tomada do poder, Fidel nem era comunista.
Talvez Che Guevara é que fosse mais, e que fora ele o maior responsável da aproximação da ilha com a União Sovietica e maior incentivador da instalação de seus mísseis em Cuba.
Mas isso não foi uma opção. Antes, foi uma “não opção”. Che, ideológico, usou a União Sovietica. Fidel, depois, dependeu integralmente dessa aliança e naufragou a ilha com ela.
Mas o povo de Cuba resistiu. E ainda resiste ao bloqueio norte-americano que faz muito, perdeu sua razão de ser. Existe ainda, pela truculência política dos yankees, que adoro quando se f*dem por causa dela.
A Coreia do Norte fez uns testes com energia nuclear e fizeram os yankees arrear as calçolas. Agora, o Irã, que vem com essa graça. E não há espaço político (nem econômico, com o dólar a derretar-se…) para mais esses enfrentamentos.
Então, libertem Cuba das amarras do bloqueio, oras. Cuba, com Fidel no ocaso de sua vida, não representa perigo faz muito tempo. E Cuba resistindo como resistiu, salta dos patamares de vítima, de mártir do imperialismo, para mito da resistência.
Assim como o fuzil AK-47 é símbolo das revoluções libertadoras (ou “libertadoras”, depende do ponto de vista), Cuba é simbolo da consolidação dos desígnios de um povo, pela caminhada com suas próprias pernas (acertando, errando, caindo, levantando…).
Com Cuba, os yankess perderam a parada. E parece que nunca aceitarão isso. Perdeu preibói, se enxerga. De bestas como vocês que até ontem tinham Nelson Mandela na lista negra, o que esperar?
Os cubanos só conheceram até hoje, o capitalismo predador com ditadura de direita e o comunismo engessante com ditadura de esquerda. Mala suerte, hasta ahora.
Pelas leis imutáveis da geriatria, mudarão seus governantes. Que ventos liberalizantes logo lhe cheguem Cuba. Seu povo ja faz há muito por merecer melhores condições de vida, de emprego e renda. A partir de dentro, alguma coisa já começou.
Minha homenagem aos 55 anos, não do ataque ao quartel de Moncada, mas sim, ao heróico povo cubano que nunca deixou de acreditar ou desesperou-se.
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