Descobri hoje um blogue interessante: o blog do Caetano Veloso. Confira e veja que até parece que o baiano está tomando gosto pela coisa. Não demora e será ele mesmo a responder os comentários. (Nem acredito que seja ele mesmo que faça as postagens…)

Caetano Veloso, sua importância para a história contemporânea do Brasil, vai além de sua poesia. E se ficasse restrito apenas a sua poesia, já seria muito.

Falo do homem que amadureceu, sabiamente, distante de aproximações comprometedoras com os governos pós queda do regime de 1964. Talvez por ter enxergado, como poucos, que David só vence Golias em estórias, que a máxima da tomada do poder pela esquerda e governo pela direita, seja verdadeira e imutável.

Sempre critiquei um estreitamento dos horizontes ideológicos de uma elite intelectual expressa na MPB (ou que diabos de outros nomes queiram eles dar…) tão logo viram-se livres das amarras da censura.

Pareceu-me que, passando a faturar alto depois das porradas que tomaram da ditadura, viraram as costas para um Brasil que continuou ansiando por mudanças. Se não podiam mudar, aderiram. Esses da Bahia, deram status de gente para coisas como Toninho Malvadeza.

Melhorou para eles, foram recompensados pelo que puderam fazer mas podiam ter insistido um tanto mais. Ou, talvez, eu que tenha vivido demais 1968 (Ou, como conta o livro de Zuenir Ventura, “1968, o ano que não terminou“, para mim, definitivamente não terminou mesmo).

Talvez seja eu que ainda não amadureci. Talvez eles soubessem que os velhos morrem e nas alvoradas da Vida emergiriam valores frutificados de seu tempo de luta.

Caetano Veloso manteve, pelo menos, incólume sua independência para ainda ferir quando provocado.

Ou não.

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