A árvore na vida política do Rio de Janeiro
Postado por Sergio em 18 Jun 2008 em 05:02 pm | Em: Política
Sempre que folhas caem de uma árvore antes de estação coisas há para se notar.
Um agricultor faz isso sob o risco de ver toda sua plantação tomada por algo maléfico.
E o envolvimento de soldados do Exército Brasileiro na morte de três rapazes, no Rio de Janeiro, é uma folha que esperei secar para recordar fatos e ver até onde vai a “doença”.
Desde sempre é sabido que soldados do Exército não são preparados para ações policiais corriqueiras, essas, que cabem às polícias militar e civil.
Não têm eles o preparo para isso, não têm o comando especializado para tanto nem o trejeito para distinguir entre a honestidade e a malandragem. Menos ainda, para se esquivarem do poder de corrupção do tráfico de drogas.
(E, por favor, vamos nos ater às funções regulares das polícias no aparato do estado. Se danarmos a pensar que a corrupção destroçou com isso no Rio de Janeiro, nem teria sentido essa postagem. Façamos de conta que a polícia funciona como deveria, tá?)
Pois bem…
O Exercito Brasileiro não é apenas armas, como bem sabemos. Dentro dele existem especializações como a Engenharia, por exemplo. E serviços sociais que vão desde a Medicina a Obras Sociais de Infra-Estrutura.
E o Exercito Brasileiro está em alguns lugares do Rio de Janeiro cumprindo com essas funções sociais. Mesmo que seja apenas dando cobertura aos operários nas obras em locais comandados pelo tráfico de drogas.
Agora, vai vendo…
O patrono político dessas obras (Cimento sei-la-o-que é o nome do projeto…) é Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e também Senador da República por obra de Deus seu tio bispo Edir Macedo, dono de um império de média e obscurantismo religioso neo-medieval.
Em boas e poucas outras palavras: o senador Crivella mamou nas boas tetas da honradez do Exército Brasileiro. Com a aprovação cúmplice do governo, óbvio.
Já lhes disse que é inocência pensar que um projeto político fique restrito aos partidos. Além deles, estão incluídos os poderes do capital, da imprensa e agora (de pouca fortuna para a nação brasileira), das igrejas que manobram massas feito gado tangido a cânticos.
O presidente Lula tem na Rede Globo de Televisão, uma trave entalada na garganta. Isso, desde que essa outra porcaria mediática manipulou imagens e o desfavoreceu no último debate com Fernando Collor na disputa presidencial de 1989.
E o Rio de Janeiro tem o bispo-senador Marcelo Crivella como candidato a prefeito. O Rio de Janeiro é a casa da Rede Globo.
Edir Macedo odeia a Globo, tanto quanto Lula. Pronto! O inimigo de meu inimigo, é meu amigo. É isso?
Puxa… Tomando o poder na Cidade Maravilhosa, seria uma cacetada e tanto que Lula e Edir Macedo dariam em seus desafetos da família Marinho.
Mas… com o Exército Brasileiro de gaiato nessa história? Nunca pensei que um dia torceria tanto pelos generais que precisam, com urgência, peitar essa manipulação política da Arma.
E vi o ministro Jobim na televisão, pedante, tomando cafezinho na casa da mãe de uma das vítimas. Foi fazer o que no Rio de Janeiro, ministro? Puxar as orelhas dos soldados? É pracaba…
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E o Rio de Janeiro é Lula de cabo a rabo. Que nabo.