Um brinde ao Dia Nacional da Poesia, 14 de Março
O brinde
Um brinde
À agonia sobre-humana
Da aceitação da tristeza
Da procura às cegas
Da fluência convulsiva
Do gosto obsessivo
Da razão atípica
De crueldade horrendas
Sobriedade extrema
Desespero metafísico
Angústia maldita
Bendito o desassossego
que efetiva a vida!
O poema “O brinde” é de Suyan Melo e tem uma história. Nos primórdios do Clube Amigos das Letras, no tempo do ICQ e conexão discada a pulso único, eu ficava madrugadas afora com autores orientando estilos e macetes na construção literária de textos curtos.
Suyan mostrou-me esse poemeto e interferi apenas no título e na primeira estrofe, de forma que levasse o leitor a uma compreensão imediata de seu inteiro teor. Contista em fase “rodriguiana” que ela estava, disse-lhe para amenizar o grau de complexidade em suas criações para abranger o alvo do Clube Amigos das Letras: os iniciantes na leitura.
Esse poemeto foi depois enviado por ela para um concurso literário, Poesia no Ônibus (Santa Catarina) e ela faturou com ele, um dos primeiros lugares. Agora, quando estávamos revisando “filhos da Luz“, não sei como ele surgiu em minha frente (em seu computador ou anotações…) e editei-o no rodapé da página de créditos do livro.
Ei-lo novamente, mais que apropriado para esse 14 de Março, o Dia Nacional da Poesia.
E com ele, minha homenagem à minha confraria.
março 15th, 2008 at 10:43
Isso me faz lembrar de Antoine Lavoisier, quando deduziu, baseado em reações químicas, a célebre lei da conservação da matéria: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Eu seria uma louca ao considerar que a dor e o amor e as consequencias trazidas por esses sentimentos chave do coração humano poderiam facilmente serem aplicados à lei de Lavoisier e que tais “reações quimicas” acontecem dentro de nós? Posso estar sendo metafórica ao me utilizar da frase de Lavoisier, mas citar em versos uma realidade tão dramática como fez nossa amiga Suyan Melo e transformá-la num objeto de admiração e estudo onde estaremos analizando talvez não apenas a realidade nua e crua mas também nos abre portas à nossa imaginação e nos faz aflorar nosso lado mais crítico nos fazendo adentrar em um mundo literário, onde analizamos essas frases também pela sua beleza de estilo, construção literária, criatividade e pontos afins.
Brindo então a pessoas em cujas mentes “tudo se cria para que nada se perca e para que tudo se transforme”.
março 15th, 2008 at 10:44
março 1st, 2009 at 5:37
março 1st, 2009 at 5:41
Pela Arpe – RespondoProfessor Manoel Messias Pereira, poeta professor de História.
pela CEERP – Sr. Juventino Cardosos de Andrade, contista, letrista de musica, contador de causos de pescador.(500 publicados em jornais).
Fone 17 -91165635 e 17 32157862 9 Manoel Messias Pereira)