Sem noção
Nessa noção do nada,
em nada nego também,
que navegantes fomos,
de único beijo, nada além.
Níveo nectar noturno,
notou ficar suspenso
no tempo e no espaço,
crédulo de nosso abraço.
Nessa noção do nada,
tudo impede e atormenta.
Se a distância me assalta,
o acaso me acalenta.
Nessa noção de tudo,
fico sem noção de nada.
Pago, se assim destinado
Sete anos pelo pecado.
Noção de nada, inocente de tudo,
minha pena retrata meu reclamo.
Sem noção, como deter a poesia,
nesse gesto louco? Eu te amo!
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