Falando de Amor, com “A” maiúsculo
Postado por Sergio em 01 Ago 2007 em 02:22 pm | Em: Poemas
Mais vive o amor, o homem some
Na fragilidade em que se cria.
Não mais capaz que o amor, o homem,
Se dele é cativo todavia!
O amor se conhece, se tem nome;
Se forte ou frágil, à revelia,
A si e só a si, dependeria
Dá vida a própria vida que carcome.
Só o amor faz viver o que consome
Que do topo á lama arrastaria;
De quem se sacia e se tem fome!
Nada mais capaz que o amor seria
Que a natureza humana mudaria
Pois, só o amor, muda o homem.
Sim, o amor não! Não, o amor sim!
Sim, o amor não, no amor há morte
Seu fino trato conduz ao luto
Ainda que doce, amargo fruto,
Mil vezes paixão que amor, amor é sorte.
Não,o amor sim, no amor há vida
Pois ante a morte que suspira,
Maior o amor que a paixão e a lira,
Que há mais vida, no amor contida.
Sim, o amor não, no amor o efêmero
Em grau, número e gênero
Por menos que seja, mais alto o preço.
Não, o amor sim, onde todos os fins são começos
De um infinito, primavera em cor,
Mil vezes morrer que viver, sem amor.
Poemas de Calos Denilson Tomé Cunha, de Viana, Maranhão. São parte da amostragem enviadas pelo Amigo de Letras Jediael Evertom Cutrim. Como só posso escolher um para a antologia “filhos da Luz”, esses dois não poderiam ficar fora de foco. Resolvi publicá-los aqui para mostrar aos meus amigos. Fantástico talento de Carlos Denílson numa porcaria de país que não tem leitores.
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