Certamente que você já tenha ouvido a frase “Eu posso/eu consigo conviver com isso” em algum filme ou lida em algum lugar.
Ela é um importante posicionamento frente a uma condição que pretendamos levar adiante, apesar da existência de algum entrave que impeça tal condição de ser considerado perfeita.
Conhece a Oração da Serenidade? Essa oração não tem um autor definido. Suas origens remontam no tempo em fragmentos encontrados em várias partes do mundo antigo.
Sua popularização, porém, é conhecida, pois que feita pela Irmandade de Alcoólicos Anônimos e dela, para os demais grupos de mútuo ajuda originados.
Contam que a primeira secretária de AA – nos USA, na primeira metade do Século XX – que tinha entre seus afazeres responder as correspondências dos primeiros grupos de AA, encontrou a Oração da Serenidade num obituário de jornal.
Achou-a interessante, pertinente, e passou a transcrevê-la no rodapé das missivas endereçada aos membros nos grupos.
Ei-la, como encontrada:
Concedei-me Senhor
A serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não posso modificar
Coragem para modificar aquelas que posso
E Sabedoria para distinguir umas das outras.
E, no grifo meu, Para aceitar as coisas que não posso modificar, está exatamente o ponto de convivência com algum problema não resolvido.
Nossa (nossa?) cultura fast food nos faz levar a vida de modo frenético, como que se a ansiedade fizesse o tempo render mais, fizesse o tempo andar mais rápido.
Repararam como os anos parecem andar mais rápido? O que é isso, senão viver emocionalmente o futur0? E a média de massa e o consumismo tem tudo a ver com isso, vivem a antecipar nosso tempo. No 1 de Janeiro as rádios e televisões já começarão o esquenta do Carnaval 2010.
O mesmo fazem com Dia das Mães, Dia das Crianças, Natal, etc, etc, etc… com bastante antecipação.
E eu penso que essa cultura fast food (que não encontrei agora algo melhor para denominar…) é que nos faz querer que tudo seja resolvido. Que tudo seja resolvido ou descartado, quando resolver não for possível.
Mas falo de pessoas. Acho que todos temos alguém que não corresponda integralmente ao poderíamos esperar desse alguém, em específico. Seja, pai, mãe, irmão, namorado, marido, esposa, colega de trabalho….
Mas não mudamos ninguém. O que podemos fazer, é aceitar esse alguém como ele é, conviver com esse alguém apesar daquilo que achamos imperfeito sob nosso ideal de perfeição, é claro.
Aceitar, essa é a palavra chave.
Olhe aí, quanta gente, quanta coisa que você faz no cotidiano que te encham o saco e veja a possibilidade de conviver com ela. Conviver, e não mudar ou eliminar, achando que o pasto do vizinho é melhor.
.