Jornal da Band e o Boris Casoy ancorando. Ele e a m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a baiana Ticiana Villas-Boas.
E eis o Bóris noticiando sobre a desgraceira causada pelas chuvas. E o que a televisão mais adora agora, é mostrar enterros, entrevistar parentes em prantos e idem, os sobreviventes.
Boris apresentou uma matéria bem recheada, com direito a uma mulher em altos prantos no final. A seguir, ele noticía que o presidente Lula está em férias e “nem a chuva atrapalhou o presidente num mergulho ao mar”.
Mostrou o presidente em seu descanso e ao final, disse que o “presidente deixou a praia carregando um isopor” que todos sabemos, são aqueles recipientes usados para conservar alimentos e bebidas.
Mas quem pensa em alimento? Claro, todos irão pensar apenas em bebida quando se fala no “isopor”.
Sacaram a tendência? Um país de desfolha em lágrimas por seus mortos em enchentes enquanto o presidente da República está no bem-bom embaixo da chuva acompanhado de sua cervejinha.
Por outro lado, a Globo soube ser mais informativa e menos partidária. Mostrou a desgraceira e, em vez de mostrar o presidente em seu sossego, a repórter de campo mostrou anotações de que Lula estivera em permanente contato com o governador carioca e providenciará recursos imediatos, através de MP.
O que fez Bóris, foi o tal não jornalismo, eu acho.
O cara é um puta escroto preconceituoso, gente. Ele apoiou a ditadura em todos seus termos, esteve editor chefe da Folha de São Paulo no período ditatorial para coibir algum jornalismo de esquerda e, essa última dele, o menosprezo aos votos de Feliz Ano Novo dos garis, foi sua máscara de arrogância que caiu.
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