São Luis do Paraitinga sob as águas

Não conheço São Luis do Paraitinga além de fotos e imagens pela televisão. Fotos e imagens, bem entendido, antes do desastre natural que se abateu pela cidade.

Mas é um lugar que eu adoraria ter conhecido, assim como cidades históricas das Minas Gerais, do Sul e do Nordeste. Sinto um fascínio especial pela História, pela memória preservada.

E de todo o ocorrido com essas últimas chuvas no Sul e Sudeste, sem dúvidas, o que mais me abalou foi o estado em que ficou a cidade.

Não vou dizer que foram os mortos, seria hipocrisia minha. Morrer todos morrem, é apenas uma questão de quando. Certamente que sou solidário com a dor dos que perderam seus entes queridos, isso sim.

Mas são muitos o que serão também solidários com os que perderam parentes ou todos seus bens. Graças a Deus será assim e a vida continuará.

Mas não para São Luis do Paraitinga, que duvido que se importem em restaurar suas construções seculares. Ou que a cidade volte a ter, um dia, seu ritmo normal de vida sem sua arquitetura original.

Afinal, é uma pequenina cidade histórica de nenhuma projeção econômica para o Estado. É gigantesca, para aqueles que como eu entendem como irreparável um desastre como esse.

Mas insignificante demais para esperar que o governo paulista e brasileiro ali invistam R$ 50, R$ 60 milhões em sua restauração.

Que merda.

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O LARGO

Dia desses me ocorreu algo que seria legal para postar aqui. Sobre o LARGO, sabem o que é?

Bem, LARGO é uma expressão elogiosa de meus tempos de menino, não sei se de uso nacional, regional ou apenas local.

Mas isso não importa. O que importa nessas primeiras linhas, é definir o LARGO para quem não saiba. É ele, um sinônimo para sortudo, sacam?

E aposto que a origem de LARGO como sortudo deva ter origem em termos nada bacanas. Aqui escrevendo, lembro de ter ouvido a expressão precedida de cu. Mas o que é que um cu largo tem a ver com sorte?

Não consegui imaginar nada para descrever essa associação.

O fato é que vemos pela vida um ou outro LARGOS e nunca nos perguntamos sobre como ele conseguiu o feito de sorte.

Que tal o Marrone da dupla com Bruno?

Repararam como o cara não canta porra nenhuma e nas apresentações da dupla, o máximo que ele faz é  micagem com um instrumento? (Alguém ai sabe se ele realmente toca ou pelo menos compõe música?)

No entanto, é o outro da dupla. E uma dupla, sabem, é preciso do outro para ser dupla.

E deve faturar igual, meio a meio. Afinal, pelo sim e pelo não, iniciou junto, comeu a poeira da estrada junto. Foi parceiro.

Mas, convenhamos, ser apenas parceiro é um investimento de alto retorno, trampo que qualquer um gostaria de ter.

Concordem ou duvidem de mim: Marrone é ou não um baita LARGO?

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Boris Casoy denigre imagem de garis pelo Jornal da Band

Ora vejam, quem poderia ser senão o Boris Casoy que sempre achei um cu sujo. Ele foi pego por um daqueles comentários que escapam do off, quando normalmente essas celebridades são sinceras:

“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.”

Hoje, vi que ele pediu desculpas no ar e eis o vídeo de sua extrema grosseria. Por acaso o Boris Casoy não tem espelho em casa ou em seu camarim na Band, hem?

César Maia e uma teoria conspiratória

Tenho um amigo advogado. Certa feita, ele defendia da acusação de homicídio um cara que havia esfaqueado a esposa.

Todos os fatos e testemunhos rogavam contra o acusado, não havia defesa possível em respeito à autoria do crime.

Ele formulou uma teoria defensiva tão bem “amarrada” que só me faltou concluir que na cozinha onde se deu o crime, tinha uma faca encantada que saíra de algum lugar e se cravara no peito da mulher.

Afinal, ele precisava apresentar algo para justificar os honorários que vinha recebendo da família do acusado.

O caso foi a júri popular e claro, sua defesa, apresentada por um outro advogado também amigo nosso mais ator que advogado, fora rechaçada.

Assim me parece essa teoria estrambótica do César Maia, divulgada por seu boletim informativo que ele chama de ex-blog:

2009: LULA E A PERCEPÇÃO INTERNACIONAL!

1. Merece uma avaliação cuidadosa a percepção internacional sobre Lula. Os elogios; os destaques na imprensa, como Le Monde e Financial Times; o artigo de Zapatero, chefe de governo da Espanha; o “cara” declarado por Obama; tudo converge para um ano de consagração. Mas ao mesmo tempo, todas as demandas do Brasil por espaço nos órgãos internacionais foram amplamente derrotadas. Assim foi na Organização Mundial de Comércio (OMC), assim foi na Corte Internacional de Haia, como também deixada na gaveta a pretensão brasileira de mudança no Conselho de Segurança da ONU com um lugar permanente.
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2. Colocando a lupa mais próxima aos fatos, o ano de 2009 começa com uma crise financeiro-econômica que projetava o risco de uma desestabilização política, além da econômica, pelos quatro cantos do mundo. A crise de 29 é exemplo disso e a Europa foi seu palco principal, na Alemanha, dando sustentabilidade ao regime italiano, reforçando o falangismo espanhol, o salazarismo, o bloco soviético… É uma memória viva.
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3. O primeiro alívio veio com as eleições na Índia, em maio, com a vitória da aliança governista. O segundo veio com a eleição para o parlamento europeu com a vitória do PPE, de centro-direita. Obama apontou na direção da estabilidade política e os que imaginavam que traria mudanças políticas fortes, em pouco tempo entenderam que não era assim. As relações entre EUA, China e Rússia apostaram na estabilidade e deram visibilidade a isso.
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4. Os riscos estavam concentrados na América Latina e especialmente no Brasil, por sua dimensão e repercussões na geopolítica regional e na economia. O Brasil precisava ser neutralizado e acomodado. E o sinal veio da primeira reunião oficial do G-20 para tratar da crise mundial. Recebido com pompas e circunstâncias por Obama, a apresentação de Lula por este como “esse é o cara” a outros líderes mundiais mostrou-se muito bem sucedida. Lula teve um comportamento convergente na reunião e ainda saiu reforçando o papel do FMI com aporte de capital.
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5. Mas o artificial da projeção de Lula era tão evidente, que ele, em seguida, deveria dar sinais de independência para a esquerda. E assim foi em sua viagem à Venezuela, nas afirmações sobre as bases colombianas e os EUA, na intervenção -desastrada- do Brasil no caso de Honduras, e na visita do presidente do Irã. Tudo foi bem entendido pelos líderes dos EUA, França e Reino Unido, que se mantiveram silenciosos e compreensivos.
Não sou petista nem fã incondicional do Lula ou de seu governo para escrachar com a oposição, isso não. Mas também, não dá para ler calado essas “viagens”, frágeis à menor análise.
Mas eu entendo. É como no caso de meu amigo advogado. Na falta de argumentos lógicos é preciso jogar para a platéia, no caso, as bases do próprio DEM que precisam de um discurso.
Qualquer discurso, mesmo que a inspiração venha da série Missão Impossível.
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