Amigos de Letras na Escola, segunda semana

Postado por Sergio em 09 Jun 2008 | Em: educação

“Fiz” hoje, a sexta escola. E a cada uma que passa, mais eu sinto a alegria de diretores e coordenadores pedagógicos com o programa Ler é… Amigos de Letras na Escola.

Até sexta-feira termino esse trabalho individual com as escolas levando pessoalmente os impressos com o texto Naná e o Beija Flor, que dá nome ao livro que originou o Lote Um.

Às escolas mais próximas ao centro tenho caminhado até elas. Aquelas em bairros distantes tenho ido de carona ou moto-taxi.

Depois, deixarei no Departamento de Educação os impressos com o texto dois, Aline e Coralina, para que dali sejam retirados pela direção das escolas.

Cada texto pode ter sua aplicação estendida por uma semana. São várias as propostas de interatividade que, inclusive, incluem a família do aluno.

Findo isso, debruço cá no computador para aparelhar o restante do livro da AL Maria Coquemala. Cada texto deverá obedecer a um imperceptível grau de crescente dificuldade para seu entendimento.

As personagens são humanas e animais em diálogos variados, mas todos levando ao final, para mensagens sobre valores morais como amizade, fraternidade, perseverança, etc…

Essa, a diferença que faço entre Literatura Infantil, onde a princesa beija o sapo que vira príncipe, e Literatura Infatilizada, quando o carisma de personagens podem ensinar muito mais às crianças.

Considere ai, as campanhas institucionais educativas das mais variadas matizes: vacinação infantil, tratos com o lixo urbano, prevenção de doenças endêmicas (dengue) entre outras tantas.

Aparelhado os demais textos do Lote Um, será a vez de conseguir patrocínio para impressão desse restante do lote. Faz parte do projeto a pulverização social no interesse pelo hábito da leitura e, nada mais coerente com isso que tentar essa alternativa.

Tenho alguns empresários locais em vista e só mesmo com negativas generalizadas é que peço para a própria Prefeitura providenciar a impressão. Antes disso tudo, convoco a imprensa para uma coletiva de forma a consubstanciar a iniciativa.

Resolvida essa parada, quando então, as escolas terão material para todo o segundo semestre, de volta ao gabinete do prefeito para tratar do congresso com gestores de Educação e Cultura do Estado de São Paulo para transmissão da experiência.

Modelo de “negócio”? Sim, claro, vai precisar de uma estrutura um tanto complexa de captação e gerenciamento de material. Mas ainda não sei muito bem qual a ideal, a que melhor atenderia o programa.

Principalmente, que a cada dia mais variantes vislumbro. Por ex: Vou querer essas estórias em quadrinhos (e para colorir), para atender às crianças da pré-escola.

Se viver, faço.

Utube Brasil e Utube no mundo

Postado por Sergio em 09 Jun 2008 | Em: Impagáveis

Essa é terrível. Vi três chegandinhos com Utube nas estatísticas e fui conferir na geral. E, como no Brasil a curva amebiana é estável e a mundial, crescente, mostro as duas:

Utube Brasil

Utube Brasil

Utube Mundo

Utube Mundo

Ajuda a enterrar um pouco mais o rodriguiano complexo de vira-latas.


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Blog do Zé do Caixão

Postado por Sergio em 09 Jun 2008 | Em: Cinema

Blog do Zé do Caixão

José Mojica Marins criou sua personagem Zé do Caixão e fez cinema trash muito antes de assim serem chamadas essas produções toscas e de parcos recursos.

E Mojica “virou” cult.

É legal quando acontece o reconhecimento desses artistas ainda em vida. Um prêmio à sorte deles, cuja sensibilidade pela arte os fez construir panoramas temáticos que ganhariam depois, efeito multiplicador.

Isso, é o que os faz cult. São os pioneiros, os que lutaram contra uma corrente de preferência adversa no mercado, para construir sua obra.

Mesma sorte não teve Amácio Mazzaropi. Sua produção era de apelo mais popular, melhor elaboradas e menos trash e, ainda que tenha dado formas ao Jeca Tatu de Monteiro Lobado e de ter levado multidões ao cinema quando ainda vivo, Mazzaropi não conheceu em vida o reconhecimento da elite intelectual. (01)

Mas isso não é difícil entender. Afinal, o próprio Monteiro Lobato demorou para ser reconhecido. Até onde foi ajudado pelo cinema de Mazzaropi com respeito a isso, é inestimável.

(01) - Sem aspas. A verdadeira elite intelectual é essa, a que se rende às evidências da realidade sem forçar um anterior ponto de vista coletivo. Ela se curva humilde ante a derrocada de seus preconceitos.

Essa elite penitencia-se aplaudindo em silêncio os gênios da arte que adiantaram-se no tempo.

Japonês doidão fura e corta 16. Sete morreram.

Postado por Sergio em 08 Jun 2008 | Em: Fotografia

Japones doido

Um surto nostálgico. Lembrei do Última Hora e do Notícias Populares. Quando moleque, eu os lia no Bar do Tonelli e na Barbearia do Plácido.

Madrasta de Isabella não anda só

Postado por Sergio em 07 Jun 2008 | Em: Economia

Madrasta de IsabellaE não é que fiquei sabendo que a mãe Petrobrás é também, madrasta?

Mãe, caros leitores, porque desenvolver um projeto e conseguir assento para um cafezinho com o departamento competente da Petrobrás, é meta de todo produtor cultural.

Olha… não contem para ninguém, mas existe lá uma dama de ferro à qual, segundo dizem, até o próprio Ministro da Cultura de plantão pede a bênção.

Ela é quem decide para onde vão as polpudas verbas culturais da empresa. Oh, sim, li por ai numa reportagem.

E seu lado madrasta fica por conta do descoberto por mim no bojo dessa notícia.

Enxerguem por ali, que o diesel produzido pela empresa brasileira é diretamente responsável pela morte de três mil pessoas por ano, só na capital paulista.

Resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determina que, a partir de 1º de janeiro de 2009, o diesel comercializado no Brasil contenha, no máximo, 50 partes por milhão de enxofre (ppm S).

A proporção hoje é de 500 ppm S nas regiões metropolitanas e de 2000 ppm S no interior. Ou seja: de dez a quarenta vezes mais!

É isso ou não, coisa de madrasta? E, o interessante, é que a nota tem origem na proibição de veiculação de produção publicitária mentirosa da empresa.

Coisa de publicitários vagabundos e interessados apenas num texto redondinho para uma campanha de marca. O resto, que se dane.

E eu, cá pensando… Mortes, em massa ou não mas calamitosas, provocam enorme comoção na opinião pública.

Agora, mortes sistemáticas, regiamente ignoradas, ficam como se nada estivesse acontecendo, mesmo quando descobertas?

Sim, ficam. Essa é a Matrix, esse é o Monstro Sist (01).

(01) - De Raul Seixas. Quem mais?

Encontre a raiz quadrada… que é um trapézio

Postado por Sergio em 07 Jun 2008 | Em: Fotografia

Raiz quadrada

Raiz quadrada trapézio

A natureza, pode. Vejam nas fotos (acima geral e abaixo, no detalhe) o geométrico formato tomado pela raíz aérea do arbusto. Ela só não é mais quadrada porque é um trapézio.

Incrível, né?

Foi colhida pela Suyan em sua última visita cá em Barra Bonita. Eu não estava junto mas acho que sei bem onde foi isso: uma gruta artificial, existente desde os anos sessenta, na prainha de Igaraçu do Tietê.

Na construção da hidrelétrica no Tietê em Barra Bonita, a construtora usou de pedras de um barranco próximo, retiradas com dinamite. Da vaga, ficou uma gruta que as administrações de Igaraçu do Tietê fizeram por urbanizar. Um belo local.