Um mundo em que ser bonzinho, é truta

janeiro 24th, 2010

Impressionante a máquina de guerra dos USA, nénão? Em dois palitos eles colocam 20 mil soldados armados no Haiti, deslocam seus super porta-aviões e um moderno hospital instalado num navio para a área.

Sem contar que no dia seguinte à destruição da torre de controle do aeroporto de Porto Príncipe, eles já comandavam o tráfego aéreo na ilha.

E diretamente de seu território, o que dá para logo ver que podem fazer isso com qualquer aeroporto do mundo.

É uma ocupação? Sim, é. Ela obedece a um caráter de manobra de treino, a ensaios com as tropas em situação quase real. Teatro perfeito para os generais.

Exércitos são constituídos para a guerra e estar de prontidão, é como bombeiros para o fogo. Aproveitaram o ensejo do terremoto no Haiti para “aquecer” as tropas, tá na cara.

Viram aquele helicóptero que desceu no gramado do palácio presidencial do Haiti e despejou uma penca de marines armados até os dentes?

Aquilo foi uma demonstração de força, um cartão de visitas.

Considerem também que os yankees estão escaldados com imigrantes aos lotes. Precisavam evitar o inferno que seria uma emigração massiva de haitianos para a Flórida.

E a maior potência econômica e militar do planeta não pretende abrir mão de sua supremacia estratégica.

China? Ora, aquilo nunca deixará de ser um Ctrl + C, Ctrl + V de um tudo, sempre estarão dezenas de anos aquém da dianteira tecnológica.

Os USA inspiram dualidade de sentimentos. Ao mesmo tempo que são admiráveis em sua competência, são odiáveis por suas claras intenções inamistosas.

Se preciso for e contra quem for, caso seu status quo, seus padrões de vida se veja ameaçado vão lá e tomam. Não fizeram isso com o petróleo de Sadam?

Ah, nada como um Bin Laden vez por outra para equilibrar.

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O calhambeque da Nestlé. Valei-me São Tigum

janeiro 24th, 2010

O calhambeque que era de Roberto Carlos foi reformado sob a batuta de Emerson Fittipaldi. Pode sim, ter sido apenas uma ação entre amigos e como fato produziu algum material para televisão e revistas.

Agora, a Nestlé embarcou no fato como ação de marketing. Ótimo, boa sorte para aqueles que conseguirem na baba um carrinho tão incrementado.

Mas parem de falar que foi restauração, que não foi. Fazer o que fizeram, foi uma barbaridade com uma peça histórica que até hoje ainda não compreendi.

O Tigum é um amigo de primeira infância, primeiríssima, desses que poucos nos restam. E ele é um restaurador apaixonado e conversamos, na época, sobre o que fizeram com o famoso calhambeque.

Restaurar, é devolver as qualidades originais com um mínimo de interferência no design, cometendo os restauradores, a loucura de produzir, “no martelo”, peças idênticas às originais.

A moda das duas últimas décadas são as caminhonetes da primeira metade do século. Claro, eram raras ser encontradas peças para restauração e agora, com valores de colecionador, chegam a custar vezes e meia o preço de um carro ponta de linha, quando restauradas.

Digo mais: é viciante isso. Cada vez que em sua oficina acontece de estar um veículo em restauração, cada movimento, cada peça que se restaura é um pouco de história que se aprecia, a história do veículo e a história toda particular que produzir cada peça proporciona.

E a Nestlé irá distribuir réplicas do monstrengo. É um belo carrinho, edição limitada e parece que de graça para alguns sortudos.

Mas parem de dizer que é o calhambeque restaurado, cazzo.

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Caramujo africano, o retorno

janeiro 23rd, 2010

Reza a lenda que esses caramujos africanos que infestam todas as cidades cá da região foi trazido por engano da Àfrica. Algum coió comprou scargot por eles.

Aqui nos arredores de casa a infestação é digna de nota. Melhor, de quilo, pois o único meio de reduzir a infestação é controlando sua população e não raro nesses dias de chuva, junta-se sacolas com três a cinco quilos por dias seguidos.

Onde “moram” e o que comem, eu não sei. Sei que são hermafroditas e parecem ter chegado para ficar. Não têm inimigos naturais por aqui.

A não ser que… a não ser que… que encontrem um destino econômico para isso. Adubo orgânico?

Não brinco. É muito caramujo. Junto-os em sacolas de supermercado e borrifo uma boa quantidade de sal nos bichos. Eles fritam e morrem os fedumasputa.

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Os órfãos do Haiti

janeiro 23rd, 2010

Crianças órfãs ou abandonadas por pai e mãe somam milhões nos países pobres. A miséria e as guerras providenciam para que seu número seja crescente.

No caso do Haiti, some-se terremoto aos itens anteriores.

Por outro lado, no mundo dito desenvolvido, faz décadas que os casais evitam ter filhos. É trabalhoso e oneroso demais, sabem.

Lembro agora de um lema adotado pelos casais gringos cuja tradução seria algo como nenhum filho dois salários. Não lembro como seria a expressão disso em inglês, mas bem mostra o que seja.

A emancipação profissional feminina já é faz tempo e estando marido e mulher trabalhando (cada um com seu espaço como gostam de referenciar) o casamento tende a ser menos tedioso e com faturamento maior, propiciando um melhor padrão de vida ao casal.

E ao que parece, com o correr dos anos esses casais sentem a necessidade de uma criança para dar um sentido mais amplo ao que conceituavam por família. E juntam-se àqueles que realmente não conseguem ter filhos na busca de um órfão para adotar.

Felizmente, a legislação sobre adoção na maioria dos países é bastante criteriosa. Não fosse isso, casais levados por impulsos causariam problemas ainda maiores para essas crianças.

Ademais, quem nunca ouvir falar sobre falsas adoção de crianças com o fito de surrupiar seus órgãos internos para vender aos ricos com filhos precisando de um rim, coração ou fígado novos?

É uma conversa que ouço a tanto tempo que dá a impressão de existência de múltiplas quadrilhas atuando na falsa adoção, raptos e sequestros de crianças do Terceiro Mundo. Retiram dela o que for encomendado e atiram aos cães o resto.

Cê acha que isso é verdade?

Eu, acho que pode sim, ter acontecido um ou vários casos isolados. Mas quadrilhas, é demais. Senão, impossível que durante todo esse tempo pelo menos uma delas não tivesse sido desbaratada.

Vi um casal brasileiro dizendo que ” Não se adota uma criança por consciência social, fazendo um favor para o mundo ou para a criança, ainda que a ame. Adota-se uma criança porque a quer na família, porque se quer constituir uma família”.

Gostei.

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