E não só o MST, o Movimento dos Sem Terras.
Financiava também, o Via Campesina, que é um movimento social mais agressivo.
Sério gente. Alias, até proporia um pool de empresas jornalísticas e de publicidade para formar um bolão para o investimento.
Os recursos serviriam para financiar ações de protestos, custeio para deslocamentos e aquisição de material panfletário.
E indumentárias: bonés, camisetas, bandanas para camuflar rostos estariam no topo da lista de material.
Ahhhhhhhh…. e cascas de banana. Isso. Cascas de banana, muitas, bastante mesmo, caminhões delas.
Ainda sem entender?
Então repare na televisão, nos jornais e na revistas, o quanto gasta com publicidade uma empresa como a Vale depois que sofre um atentado em suas instalações ou, quando muito, um protesto democrático organizado.
Os movimentos sociais as picham e elas bravamente correm a proclamar aos quatro ventos o quantos são importantes para o pais, o quanto de pessoas empregam e o quanto de divisas geram.
Entendeu agora? Seria um investimento estratégico “duca” para as empresas de jornalismo e publicidade. Retorno rápido e garantido!
O mau exemplo da Vale. E má lembrança.
Várias empresas públicas foram privatizadas na bacia das almas pelo governo FHC, atolado em dívidas. Agora, são vistosas e rendosas empresas particulares de porte internacional.
No Brasil, tem dissso: enquanto empresa pública, é cabide de emprego e corrupção até a insolvência.
Enquanto o Tesouro bancou seus déficits, foram trincheiras do corporativismo funcional via sindicatos, associações e partidos políticos.
Sucateadas e tecnológicamente ultrapassadas, vem as gentes do governo a nos dizer que vendê-las é bom para o país.
Não é não, Pedro Bó.
Bom para o país, seria se essas empresas que os políticos vivem a entregar semi-gratuitamente para grupos particulares, que elas fossem mais empresas e menos sujeita à vagabundagem política.
E isso tem conserto? Não, não tem. Não importa quem governe se o sistema é viciado.