Média social, ética e ideologias
Postado por Sergio em 20 Jun 2008 | Em: Internet
Desde que os primatas constituíram grupos dali se formaram os primeiros centros de negócios.
“Que tal trocar essa pele de urso por um dos cervos que eu trouxe de minha caçada?”, pode ter sido uma proposta de negócio concatenado com mímica e sons guturais.
Uma pele de urso, talvez, fosse mas apropriada para uma vestimenta de inverno que as peles do cervos.
E se o outro estivesse sem carne na despensa e com uma pele de urso ainda sem uso, provavelmente seria concluída a negociação, esses primeiros escambos.
A humanidade evoluiu, introduziu a moeda que fortaleceu as trocas e depois, o câmbio para trocar moedas e universalizar as trocas.
Passamos a ter então, quem produzia riquezas, quem as divulgava, quem as distribuía e quem as consumia. Fechado então, um círculo mercantil.
Mas eis que nessa nova era de internet surge um novo elemento, uma mescla dos acima citados que, feito a Santíssima Trindade, estão todos em um sem perder suas características individuais.
É a falada e decantada média social. São pessoas que conversam com pessoas, que conversam com pessoas, que conversam com pessoas.
Colocar uma questão por aqui, em qualquer ponto desse turbilhão de vozes, é bem certo que muitos irão interagir ativamente. (01)
O modelo vigente até então, o da média tradicional, era de mão única. Poucas pessoas dotadas de veículos próprios diziam para muitas pessoas as coisas de interesse da maioria. Ou de uma parcela específica do todo.
E, da mesma forma que desde os primeiros grupamentos sociais, existirão os líderes. E, para além dos líderes, aqueles que podem agregá-los e fazer da coisa toda um negócio novo.
O que ainda vem por ai para ser despejado para consumo da média social, só Deus sabe. E, a partir do momento que um sistema é ordenado para produzir riquezas ele pode colidir com valores estruturados: ética e ideologias.
Toda essa introdução para explicar que li hoje em meus fides convite de um blogue. Desses, já inserido no contexto de faturamento em cima da média social.
Pedia para que eu assinasse alguma coisa do Greenspeace. Como foi repassado como ação social, pensei no bem e no mal que a média social ainda fará.
O Greenspeace é tão social quanto o bispo Edir Macedo. Inventou e sustentou seu carnaval preservacionista até tornar-se uma rendosa franquia ao redor do mundo. (02) Ultimamente, tem voltado suas ações mais para o meio político que propriamente de conscientização de massas.
Em suma, é apenas mais um a colher listas de assinaturas para os Congressos do mundo.
Isso dá-lhe bastante fundamento e a necessária visibilidade para continuar nos fóruns de discussões ambientais. E, o que é mais importante, continuar a receber suas polpudas doações de conglomerados que queiram também ficar bem na foto.
Foi-se o tempo em que corriam aos continentes gelados para borrar de tinta os filhotes de focas e até, atirarem seus próprios corpos em defesa de um ideal.
Hoje, digam-me de um único navio japonês matador de baleias que eles tenham pichado?
Proteger a Amazônia? Parem a Paulista. Sim, parem a Avenida Paulista que vocês terão toda a visibilidade do mundo.
Mas ninguém mais quer suar tanto a camisa e, menos ainda, incomodar os donos do dinheiro, não é mesmo?
Portanto, um pouco de cuidado com essa tal média social para que não se torne ela, como nossas caixas postais: muita coisa e pouco o crédito.
(01) - Você não precisa comentar ou reproduzir algo para se dar conta que está interagindo ativamente. Se pequenos elementos de uma opinião agregarem-se às suas, teremos um terceira opinião.
(02) - Yes, baby, franchising. Tente você montar um Greenspeace em sua cidade para saber. Não vão lhe autorizar a montar uma máquina de fazer dinheiro sem a devida cobrança de royalties.
Por acaso, essa grandes e famosas igrejas ditas evangélicas funcionam assim também. Não basta ser um pastor ungido pelo dono. Tem que “morrer” com o dízimo “para cima” todo mês. E tem cotas dos produtos que devem ser comercializados. Business puro!




