Educação é fundamental. Sei.

Eu li por ai:

Só 16% dos jovens têm ensino médio completo no país. Deveríamos ter 10 milhões de jovens no ensino médio. Mas hoje só existem 3,6 milhões e, destes, metade vai abandonar. Por isso temos um apagão de recursos humanos.”

Por isso que sinto ânsia de empalar político quando diz  educação é fundamental em seus pronunciamentos ou planos de governo.

O desastre educacional no Brasil é de tamanha monta que os números que apresentam sobre faculdades construídas, programas de financiamentos e os pro-jovem isso e aquilo, embora aparentem ser grandes, estão infinitamente aquém do minimamente necessário.

Sem querer comparar mas já comparando, a China se tornou a potência produtiva porque primeiro privilegiou a Educação.

Evidentemente que modelos militarizados de ensino de China, Coréia do Sul e outros não nos servem, mas não nos exime de procurar nosso próprio modelo.

Faltam recursos, ora direis. É mentira, direi eu. Acontece que Educação não é prioridade para filho da puta nenhum de seguidos governos.

Educação é fundamental para esses cornos, só mesmo para encher linguiça no teleprompter.

E dessa massa de jovens desamparados é que se extrai matéria prima para as crônicas policiais. É essa massa de jovens que continua a não saber do valor de seu voto e perpetuar um círculo vicioso.

Por isso temos um apagão de recursos humanos”, repararam nessa frase?

Como o Brasil deverá crescer pelos próximos anos (talvez feche uma década de crescimento contínuo), milhões de empregos serão criados todo ano.

Vamos importar pessoal especializado e nossos jovens que se fodam nas favelas?

É isso?

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Canto do cisne

Não, não é do blogue. Estava eu esperando surgir um título para uma postagem e eis que vejo o Ronaldo novamente careca.

Média para o mundo bem sabemos, mas eu particularmente acho que seu canto de cisne para o futebol foi no primeiro semestre do ano passado, quando ajudou o Corinthians a conquistar o Paulista e a Copa do Brasil.

Ciao, Fenômeno, eu digo. Mas maluco corinthiano que sou, doido para queimar a língua. E com gosto.

Vim aqui para dar um alô para os amigos de alguns anos e de menos, feitos na dita blogosfera. Estive bastante ausente dado que outros valores além dessa caixa de edição galgaram status.

Nada que seja ainda possível contar, eis que prefiro privilegiar uma máxima: Não diga que irá fazer. Faça e deixe que vejam.

E mostrarei por aqui mesmo, nada de criar um espaço específico. E como invariavelmente o que busco fazer passa longe do usual, melhor mesmo é contar só depois de feito. Se feito.

Já engendrei muitas coisas de apropriação coletiva mas sempre esbarrei nas limitações do meio, dando-as por abortadas ou inconclusas.

Outro dia ouvi que fé não é acreditar no invisível. Fé, é tornar real o mentalmente visível.

Legal, né?

Então, tenham fé. Sempre.

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Reza Kassab, reza

Pela segunda vez pego o prefeito Kassab na missa do Padre Marcelo transmitida pela Globo nas manhãs de domingo. Não é um horário usual para me encontrar desperto. Das vezes que acontece da TV ficar ligada durante a noite, acordo exatamente nessas horas.

Ótimo para ele como propaganda (não gratuita certamente, eis que os impostos dos paulistanos devem arcar com alguma coisa daquele evento católico de massa).

E o Padre Marcelo e um outro, um bispo famoso quem, que o ajuda com a missa afagaram sobremaneira o prefeito, isentando-o das desgraceiras provocadas pelas chuvas em Sampa.

O Padre Marcelo disse que, afinal, esta chovendo e morrendo gente em várias partes do país, do Sul mais especificamente. E reiterou isso por duas vezes, pedindo para que as pessoas não crucificassem o prefeito.

Afinal, o culpado é São Pedro oras.

A televisão, por todas as vezes que o nome do prefeito era mencionado, o mostrava com aquele jeitão de também vítima das chuvas.

E vítima, que ele frisou em entrevistas, culpando a impermeabilização da cidade e as ocupações desordenadas pelas desgraceiras causadas pelas chuvas.

Paulistanos, estais fodidos e sem a quem recorrer. Se o proprio prefeito se exime, porque o elegeis? Não seria ele quem teria que encontrar soluções?

E se ele agora deixou esse pepinaço com Deus, rezeis então também. E com o Padre Marcelo, com seu “riso franco e puro para um filme de terror”.

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Um mundo em que ser bonzinho, é truta

Impressionante a máquina de guerra dos USA, nénão? Em dois palitos eles colocam 20 mil soldados armados no Haiti, deslocam seus super porta-aviões e um moderno hospital instalado num navio para a área.

Sem contar que no dia seguinte à destruição da torre de controle do aeroporto de Porto Príncipe, eles já comandavam o tráfego aéreo na ilha.

E diretamente de seu território, o que dá para logo ver que podem fazer isso com qualquer aeroporto do mundo.

É uma ocupação? Sim, é. Ela obedece a um caráter de manobra de treino, a ensaios com as tropas em situação quase real. Teatro perfeito para os generais.

Exércitos são constituídos para a guerra e estar de prontidão, é como bombeiros para o fogo. Aproveitaram o ensejo do terremoto no Haiti para “aquecer” as tropas, tá na cara.

Viram aquele helicóptero que desceu no gramado do palácio presidencial do Haiti e despejou uma penca de marines armados até os dentes?

Aquilo foi uma demonstração de força, um cartão de visitas.

Considerem também que os yankees estão escaldados com imigrantes aos lotes. Precisavam evitar o inferno que seria uma emigração massiva de haitianos para a Flórida.

E a maior potência econômica e militar do planeta não pretende abrir mão de sua supremacia estratégica.

China? Ora, aquilo nunca deixará de ser um Ctrl + C, Ctrl + V de um tudo, sempre estarão dezenas de anos aquém da dianteira tecnológica.

Os USA inspiram dualidade de sentimentos. Ao mesmo tempo que são admiráveis em sua competência, são odiáveis por suas claras intenções inamistosas.

Se preciso for e contra quem for, caso seu status quo, seus padrões de vida se veja ameaçado vão lá e tomam. Não fizeram isso com o petróleo de Sadam?

Ah, nada como um Bin Laden vez por outra para equilibrar.

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