Os fatos, de fato
abril 8th, 2010Chamam de tragédia anunciada o acontecido no morro do Bumba. Mas não é só ali, é em todo país.
E as notícias dão como o Estado do Rio de Janeiro ter sido aquinhoado com menos de 1% das verbas de uma rubrica tipo Prevenções de Catástrofes do Ministério da Integração Nacional.
A Bahia, teria ficado com mais de 60% dessas verbas. Explica-se: o titular da pasta é Geddel Vieira Lima, do PMDB baiano e candidato ao governo daquele Estado.
O Jornal Nacional foi quem passou esses números. Apenas assim, sem valores quantitativos da moeda sonante. E nem se esses dados se referem ao ano passado ou se desde que o baiano Geddel assumiu o Ministério.
Qualquer variante em torno dessa notícia não retira dela uma grande verdade: da praxe na utilização do poder de fogo político essencialmente com fins eleitoreiros.
Não fosse assim, o ministro não teria sido quase que exclusivamente Ministro da Integração Nacional da Bahia.
Então, ora direis, o ministro teria que sair ai pelo Brasil perguntando onde existiam áreas de risco para as devidas providências, para a devida destinação de verba?
Bem, essa teoria de governo está sepultada faz tempo. Hoje, um cargo político se faz apenas como trampolim para outro. E para isso, a gestão tem que ser política, cada real público destinado é para ser convertido em voto. E de imediato.
Então, ora direis, porque é que os governantes dos Estados não se antecipam e fazem seus levantamentos e metem a boca no trombone por verbas federais?
Porque, eles conhecem o jogo e sabem que não é assim que funciona. Sabem que entrariam em filas para ouvir mentiras. Entendem quando alguém tem seus próprios planos. E respeitam.
Assim nos governam.
E até a próxima tragédia, seja franquia PT ou PSDB.
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