A TV Globo lhe diz: Alô, otário!

Postado por Sergio em 01 Jun 2008 | Em: Televisão

Desde que a Rede Globo de Televisão meteu-se a produzir seus próprios eventos esportivos para preencher as manhãs de domingo, esse seu horário da TV nunca foi tão desonesto como agora.

Se você não imagina o que seja uma televisão ou jornal ter que preencher espaços (lucrativamente) de sua programação jornalística pelas 24 horas do dias, dia após dia, eu lhe digo: não é fácil.

Quando se conta com uma forte estrutura, tais veículos passam a produzir seu próprio material, a patrocinar eventos de produções especialmente destinados para os horários da televisão.

Direto ao ponto, vejam a Maratona “Internacional” de São Paulo. Claro, as aspas são minhas e no decorrer do artigo você descobrirá porque. Visite o site oficial acima linkado e repare só pelas logos por ali espalhada, quem paga a conta dessa fraude com sua boa fé.

Existem eventos bobos para todas as estações do ano, como a partir de agora você passará a reparar.

Acho que foi sorte Portugal ter desenvolvido o futebol de areia e fazer frente aos times brasileiros, senão aquilo já teria deixado de existir. Afinal, alguma característica de concorrência na competição é necessária.

O que não aconteceu com a tal Maratona “Internacional” de São Paulo de hoje.

Para ganhar a distinção de “internacional”, a prova precisa de atletas de outros países, certo? E que melhor país para enviar atletas para uma prova de fundo, que o Quênia?

A Tanzânia (Ou Gana, ou Etiópia… tanto faz…) pode ter ótimos atletas de fundo e seus negros, serem tão esguios, pretos luzidios e ter as mesmas canelas finas que os quenianos.

Mas não servem, não ostentam a griffe queniana para atletas de provas de fundo.

Daí, contratam uns quenianos (Quais? Ora, quaisquer alguns deles. É queniano? Então basta.) para uma participação.

No máximo, como “coelhos”, (01) pois que não estão preparados para um evento sem importância internacional, um evento que, definitivamente, não estaria em seus planos em ano de olimpíadas.

E hoje, os atletas quenianos (três, os presentes) atuaram como “coelhos”. Dispararam na ponta até os 20 Km de corrida e depois, simplesmente diminuíram a marcha até parar.

Um atleta profissional tem suas atividades milimetricamente reguladas entre treinamentos, estudos de estratégias para determinada corrida, períodos para descanso da musculatura, relaxamentos, etc…

Tanto, que nem os atletas brasileiros já escalados para Pequim participaram.

Para incrementar um tanto, a televisão inclui na programação uma corrida de cadeirantes (essa, louvável) e um atrativo insosso com ex-atletas e atores globais de terceiro escalão que chamaram por corrida de revesamento. Que seja.

E o locutor da televisão insiste: Maratona Internacional de São Paulo. Onde, homem?

A Globo já ferrou com a tradicional Corrida de São Silvestre que era realizada à noite, na passagem do ano. Mudou para o período diurno do primeiro dia do ano por questões de interesse de audiência.

Nesse andar dessa carruagem, só nos resta esperar por invenções cada vez piores.

(01) O “coelho” é aquele corredor contratado (ou corredores) que “puxam” o ritmo de uma corrida de fundo. Ele não está ali, necessariamente, para competir.

Correm por apenas alguns quilômetros programados, até se cansar ou garantir que imprimiu um ritmo pré determinado para a corrida.

Conforme o ponto de vista, pode ser útil ou prejudicial ao atleta de elite presente.

Acordo ortográfico

Postado por Sergio em 31 Mai 2008 | Em: educação

O acordo ortográfico da língua portuguesa parece patinar mais em Portugal que no Brasil. Eu disse, parece, não estou falando com propriedade. Falo com base nas últimas notícias controversas que li, todas de Portugal.

Por aqui, parece que existe aceitação (ou resignação?). Brasileiro tem uma natureza mais facilmente moldável às mudanças, sejam elas de qualquer ordem. Daí, não nos incomodarmos muito como isso ficará. Um verdadeiro tanto faz.

Mas, a partir do momento que a mudança nas regras ficarem consolidadas, teremos que usá-las.

E não é que, por acaso, topei com um trabalho (e de Portugal) que pode ser de extrema utilidade nas horas de aperto?

Por vias das futuras necessidades, salvei nos favoritos esse site sobre o Acordo Ortográfico.

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Novo filme de Indiana Jones… ou Engana Jones.

Postado por Sergio em 31 Mai 2008 | Em: Cinema

Indiana Jones

E nos cinemas, um outro Indiana Jones. Se concorrer a alguma coisa, só se for ao Mais Pipoca do Ano.

É o Cinema americano cada vez mais repleto de efeitos e ausente nos conceitos. (01)

Pelo visto, um filme para passar longe do Oscar e próximo dos recordes de bilheteria. Aliás, uma coisa nada tem a ver com outra.

Diretores parecem “chapados” com a idéia de caminho do sucesso passar pelo Oscar. Pensam no prêmio como reforço de bilheteria donde então, ficam nessa masturbação ansiolítica.

Pelo visto, nem todos mais. Qualquer lesma retardada saberia que Indiana Jones tem carisma para bater Rambo e Rocky em continuidades e rendimento nas bilheterias. (02)

Porque então, demoraram tanto?

Demoram porque ficam esperando idéias novas que nunca surgem. Como a máquina de produção precisa azeitar-se periodicamente, melhor logo meter a mão numa continuidade de retorno garantido.

O Cinema americano está cada vez mais bobo.

Ou talvez seja eu ficando velho.

(01) - Não é meu. É do Arnaldo Jabor. O Jabor é um intelectual de quilate. Sei, faveliza seus textos pela obrigação de escrever para consumo diário. Uma pena.

(02) - Atenção: continuidade não significa ruindade. Produções programadas ou continuidades, existem casos que a posterior consegue ser melhor que a imediatamente anterior: Ex: O Poderoso Chefão.

ONGs desmoralizaram o Terceiro Setor?

Postado por Sergio em 31 Mai 2008 | Em: Política

Uns 20 anos atrás, surgia como alternativa a alardeada ineficiência do setor publico, o Terceiro Setor, que através de ONGs e detendo o conhecimento, a prática e a ética, substituiriam com vantagem muitas das funções do poder público.

Seriam até a solução para as questões sociais - e em especial - as de inclusão social. Os editoriais da grande imprensa saudavam este caminho e o estimulavam.

Caminho fácil - que se eximia de licitações e de concurso público - em nome da competência, seriedade e moral. Já no inicio dos anos 90 apareciam alguns levantamentos curiosos mostrando que havia no Rio e em SP - capitais - mais ONGs com foco em população na rua, que o número de pessoas nestas condições.

O facilitário arrombou as portas para a criação de ONGs de todos os tipos. Os governos passaram a ser grandes contratadores.

E - como desdobramento - os amigos dos dirigentes dos governos, passaram a ser contratados como ONGs, e em grande medida, ONGs destes mesmos dirigentes, que foram formalmente substituídos na direção das mesmas e passaram a ser seus contratadores.

As ONGs de todos os tipos proliferaram, e esta multiplicação se deu exatamente entre as “picaretOngs”. Os recursos privados minguaram. Os recursos públicos explodiram.

As ONGs deixaram de ter foco como no inicio (Greenpeace todos sabem qual o foco, Viva Cazuza todos sabem qual é o foco…) e se transformaram em empresas prestadoras de serviços, de qualquer tipo de serviço.

Nos últimos anos a expressão Terceiro Setor sumiu do noticiário. O Terceiro Setor - como alternativa - literalmente implodiu.

Restam as ONGs hoje submetidas - várias delas - a processos judiciais, a CPI, e passou-se a exigir que sejam regulamentadas e que possam ser auditadas em suas contas por parte do controle interno do setor público e dos tribunais de contas.

O que estava errado na idéia do Terceiro Setor ? A imprensa nos deve uma matéria de fôlego a este respeito, pois o entusiasmo com que recepcionaram a idéia, merece - que o distinto público - saiba se a idéia era prenhe das distorções que trouxe, se foi mal aplicada, se faltaram regras - aliás nunca exigidas de partida -…

Via Blog do César Maia

Cinco coisas para começar mal o dia

Postado por Sergio em 31 Mai 2008 | Em: Blog

Atendendo a essa interessante convocação do 1001 Gatos de Schrödinger que leio mas não iria participar até um fato ocorrido hoje.

Cinco coisas que me fazem começar mal o dia:

01) - Acordar com a dona da pensão em prantos.

Minha amiga é passionalíssima. Chora quando briga com o namorado, quando fica ressentida com membros de sua família, quando os negócios não estão a suprir suas necessidades de dinheiro, quando…

Mas hoje, foi triste. Acordei com ela em prantos convulsivos, diferente de todos os outros que eu já conhecia.

A Petty, velha cadela poodle de pelagem preta foi atropelada e morta em frente de casa. A Petty pertencia ao seus falecidos pais e o último elo vivo com eles nessa casa. Invariavelmente, eu é quem cuidava da bichinha municiando suas tijelas com ração e água.

Aconteceu agora cedo e confesso que já estou a perceber sua falta. Pobre Petty, pobre de nós.

02) - Acabar o gaz de cozinha em meio a fervura da água para o café.

Nossa… essa é de amargar. Fumo sim, e muito. Minha primeira ação matinal é acender um cigarro. E correr a colocar água no fogo para o café. A dona da pensão sai logo cedo e não se liga muito nisso, toma o dela na primeira padaria pelo caminho.

Nada mais tenebroso que um ainda sonolento e mal-humorado Sérgio Grigoletto sem suas primeiras chícaras de café.

Para que você faça uma idéia dessa dependência, já torci para ter defunto no velório municipal (pertinho daqui…) para lá ir filar café. Onde tem defunto, tem café. Tornou-se uma lenda particular alimentada por alguns amigos. Eu deixei, ainda faz parte de meu marketing pessoal.

03) - Acabar a ração das cadelas.

Por um daqueles comodismos inexplicáveis, tanto eu como a dona da pensão lembramos que ração canina é item de consumo da casa, quando damos pelo seu fim no pote em que é armazenada.

Nem lembro da última vez que alguém aqui teve a lúcida idéia de telefonar para a loja e comprar um saco de 20 Kg. Um atacadão de legumes e verduras perto de casa a vende por quilos e isso é responsável pelo comodismo. Que pagamos caro, sabemos.

Agora, pensar em sentar cá no computador para começar a trabalhar sem antes alimentar as bichinhas, nem pensar. Elas não deixam mesmo, tamanho a chiadeira de fome.

Toca de movimentar-se primeiro, a alimentá-las. Valendo com isso, uma detestável caminhada matinal.

04) - Celular tocar antes do meio-dia.

Não atendo mesmo. Gosto de trabalhar a noite e, por vezes, vou até pela manhã. Tenho comigo que ninguém liga para te convidar ou avisar para algo prazeroso. É sempre pembas para resolver. Então, pode tocar o quanto quiser que, se estiver deitado, não movo um músculo por isso.

Só me enche o saco.

05) - Visitas inesperadas.

Essa, acho que todos que trabalham em casa não gostam muito. Atrapalha toda uma programação para o dia. Se aparecem pela manhã, estragam o sono. Se aparecem pela tarde, estragam a programação de trabalho.

Minha irmã vez por outra reclama: “Eu passei por sua casa, mas estava toda fechada…” Ótimo. Se apenas passou, continue passando sem bater. Se vier, telefone antes avisando. De preferência, com um dia de antecedência.

Ladrão entala na churrasqueira em Porto Alegre

Postado por Sergio em 31 Mai 2008 | Em: Fotografia

Prêmio Darwin

Assaltante entala em churrasqueira de Porto Alegre (RS) após invadir uma casa na zona sul da capital gaúcha. O criminoso foi preso em flagrante por tentativa de furto.

Esse merece o Prêmio Darwin na categoria entalados, que é uma ocorrência comum entre idiotas.

Se você é novo na internet, saiba que existe um site, o Darwin Awards feito para “premiar” idiotices e idiotas como o sujeito acima.

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