Fidel Castro - Comemoração de anti-castristas na FlóridaUm amigo zoava com meu jeito demorado em manifestar-me sobre coisas. Chamava-me “seis volts”, a bateria do fusquinha, sabiam?

Ainda sou assim. Tento não ater-me a superfícies, quando gosto de espreitar mais amiúde um comportamento.

E a média anda ainda, à cata das reações dos cubanos exilados na Flórida com respeito à renúncia de Fidel Castro. Eu nunca soube o que me fazia antipatizar com aquela comunidade. Entendam: essa comunidade anti-castrista que nos é mostrada.

Nunca aceitei uma apenas demonizada Cuba quando a via barbarizar nos Jogos Olímpicos, na Educação e na Medicina. Então, a ilha e seu governo não podem ser de todo ruim como sempre quiseram nos fazer crer.

Regime fechado? Ora, qual outra maneira de defender-se de um poderoso inimigo a poucos quilômetros de distância? Ah, mas Cuba mata, prende e arrebenta… E os USA, não?

Ou você é dos que acreditam como verdadeira uma política norte-americana de disseminação da democracia e valores humanos e não que eles só queiram a todo tempo, os mercados e suas matérias primas?

E a comunidade cubana na Flórida, com sua postura de vitimismo, já deu o que tinha a dar. Aposto alguma coisa que aconteceria de muitos retornarem para a Flórida, caso Cuba se abrisse em democracia e eles para lá fossem.

Primeiro, que não iriam encontrar o padrão de vida que agora desfrutam. Por pior que algum deles, de um padrão sofrível desfrute. Depois, entre a independência de vira-latas que teriam, acho que ficam com a coleira de agora.

Então, já deu nos cornos suas manifestações de alegria com respeito às desgraças da ilha e seu regime.

Assim acredito.

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