Como lidar com o medo?

Doces, doces, doces...

Vi no UOL: Mulher faz compras em loja de doces em São Francisco, Califórnia. Em plena crise econômica constataram aumento na venda de doces.

Crise econômica gera insegurança, que gera medo, que gera ansiedade. E o trato labial (sabiam?), é o que emocionalmente nos remete ao úbere materno, ou seja, à segurança.

Donde então o comer excessivo está situado como meio para amenizar a ansiedade.

E as substâncias energéticas e dopamina inerente encontradas em doces se incumbem da gratificação e estimulação do cérebro.

Bebedores problema (e o são, porque são emocionalmente infantis – olhe ai a teta da mãe que surge) quando conseguem deixar a bebida triplicam o consumo de cigarros. Um processo de substituição/compensação, eu sei.

Uns tanto que teimaram: Agora vou parar de fumar. Cruzes, os que conheci voltaram a beber todas! (Alguns, até morrer).

É a teta da mãe o porto seguro que jamais abandonamos?

A merda é o medo. Ele varia de intensidade conforme o grau de responsabilidade, de necessidade de consumo do indivíduo. É o medo de perder o que se tem e o medo de não conseguir conquistar o que projetou consumir.

E consumo, é o todo necessário para a segurança (O morar, comer, estudar, locomoção, etc…)

Ainda, se considerar o indivíduo como força alfa, contem seus agregados à sua responsabilidade. Daí, f****

Medos podem ser divididos entre os racionais e irracionais. O medo mórbido são todos irracionais.

Alguma espécie de fé, a mínima consciência de si e do todo, é o antídoto para o medo seja ele racional ou irracional. Períodos bons e ruins se alternam em tudo, da economia mundial à uma receita de bolo, que nem sempre sai perfeita do forno.

E quando alguém precisa de um ícone para encontrar a fé, sempre haverá alguém  disposto a monetizar algum. “Edires macedos” é o que não falta para isso.

Com um mesmo dilema é visto conforme a dimensão que cada um lhe dá, conforme sua capacidade de resolução, não teremos uma geração de obesos mórbidos da crise.

Mais ou menos isso.

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