Bar Yara Barra BonitaA idéia de dar caráter de posse provisória a livros, nasceu quando eu morava no glorioso Bar, Hotel e Restaurante Yara, o moquifo mais sensacional que um maluco como eu possa ter encontrado para morar.

Primeiro, que era um hotel para viajantes, hospedando-se por ali figuras das mais incríveis possíveis. São tantas que merecem um capítulo a parte. Um dia conto.

A aparência simples e suja só era negada no restaurante, onde a área tinha sido reformada e serviam boa comida. Inclusive, muita gente do Brasil todo, o pessoal do Clube Amigos das Letras, almoçou comigo ali. A Suyan Mello, quase que uma habituée, eis que a doce catarinense esteve cá pelas plagas interioranas paulistas uma meia dúzia de vezes.

Desde a edição de minha primeira antologia, o Almas Densas, meu relacionamento com autores de todo Brasil, Portugal e brasileiros nos USA, intensificou-se e muitos me mandavam seus livros solo. As vezes, mais de um exemplar, para que eu presenteasse alguém com eles.

A moça da faxina do andar dos quartos um dia me apareceu com uma amiga, que confessou gostar de ler poemas. Como tinha ali comigo exemplares para presentear, tomei de um para ela. E recomendei: “Depois de lido, passe para alguém ler também. Quando fizer isso, procure-me que lhe dou outro”.

Mas foi falar para o cérebro explodir em idéias: “Pô, porque não redijo um texto e colo na contra-capa, orientando essa transmissão?”

Redigido o texto, fui adiante: “E porque isso não pode ser um adesivo plástico, durável?”. Consegui de um dos Amigos de Letras patrocínio e imprimi algumas centenas deles. Logo, na antologia em curso, o “Olhos d’alma“, recebeu na última contra-capa os adesivos em boa parte dos exemplares.

Na antologia seguinte, Vozes Escritas, e sem consultar o grupo, meti o selo do Viva Livro! (como denominei o programa de livro itinerante) formatado como página na última folha do livro. No seguinte e nos outros, o selo foi para o ínicio do livro.

A falácia governamental ajudou. Nessas, até criarem um Ano Internacional do Livro e Leitura. Já tive dois projetos aprovados pela ficcionista Lei Rouanet, mas caducaram por… por… ih, seria preciso um jornal para contar.

Nesse último, ganhou um número maior de páginas de transmissão de posse. As antologias do Clube Amigos das Letras circulam pelo Brasil, exterior e comigo ficam poucos, o que chamo de “ponta de edição”. Eu os doo a algum programa de rádio cá da cidade, que os distribuem aos ouvintes.

Antes de saber da existência de um marketing viral, criei um viral da leitura. Quer saber mais? Veja o link “Viva Livro, a missão“, cá no blogue.

Bookmark e Compartilhe

As mais recentes:

Banco de imagens sem descrição

06 01 2009

Acordo ortográfico com a nova reforma ortográfica

05 01 2009

Ronaldo faz sentido no mercado de ilusões

04 01 2009

E o Rio de Janeiro é Lula de cabo a rabo. Que nabo.

01 01 2009