Uma das organizações da Al Qaeda ofereceu US$ 150 mil para quem “degolar como a um cordeiro” o artista plástico sueco Lars Vilks. Aquele, das charges do profeta Maomé.

Que foi um desrespeito à fé muçulmana, isso foi. Uma explicação simplista de “liberdade de expressão”, não cabe. Para tudo existem limites.

Passaram-se os meses e os lados ficaram em suas trincheiras ideológicas. Não se chegou a um entendimento, a uma conciliação, a uma penitência, uma reparação. Nada.

Quem mais sofrerá com isso será a comunidade muçulmana na Suécia, novamente vítima de olhares e murmúrios por conta de um episódio que parecia adormecido.

Porque “acordou”?

Bem, uma notícia assim beneficia os belicistas falcões do Pentágono, numa época que o Congresso Americano (maioria Democrata) “espreme” Gorge Bush para definir-se sobre o Iraque.

E a CIA, é a mesmíssima de sempre senhores. Um desastre em ações preventivas mas muito hábil em articulações progressivas.

É sempre assim: o poder joga xadrez pondo em xeque o sossego alheio.

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