Já disponível na internet, fotos e triler do filme Homem de Ferro, um de meus não preferidos heróis da HQ.

Antes dele meus gibis preferidos eram do Robin Hood, Zorro, Batman, Tarzan, Heróis do Faroeste…

Heróis que nasceram do ufanismo norte-americano por sua superioridade nas guerras, heróis invulneráveis, imbatíveis, que saiam das pelejas sem sequer um arranhão.

Mas sobreveio a “sova” americana na Guerra do Vietnã. E com ela, uma ânsia de se mostrarem como quem pode apanhar, mas que sabe dar a volta por cima crescendo, tirando proveito da lição.

Afinal, não são eles os detentores da tecnologia de ponta e das aspirações mais sublimes para a humanidade?

Um mundo dominado pelos Estados Unidos da América seria o paraíso terrestre, segundo sua auto-investida missão de país predestinado ao domínio e condução do planeta.

Foram humilhados, vencidos pelo maltrapilho e faminto exercito vietcong e o mundo precisava conhecer uma “nova cara” americana.

Que fosse essa então, daqueles que entendiam a derrota como parte da natureza humana, como apenas um entrave no caminho dos virtuais vencedores da batalha final.

E vieram então, os heróis que tinham vida pessoal e dilemas íntimos em suas “identidades secretas”, heróis que apanhavam muito mas venciam no final.

Quem pode se esquecer das rêfregas do Capitão América e suas vestes americanas toda em frangalhos? E da armadura de titânio do Homem de ferro, toda amassada?

E que desprendimento do Toni Stark! Jovem, milionário e ocupado em defender o mundo vestido numa armadura de ferro quente e desconfortável quando poderia ter um mundo aos seus pés. E à beira da piscina.

Que maravilha, que santo homem!

Se exemplarmente seguido por 1 em cada 100 milionários americanos, o mundo não conheceria a miséria nem a exploração desmedida dos povos estropiados pela ganância.

Toni Stark/Homem de ferro, o empresário/super-heroi esteve por várias vezes entre a vida e a morte na sua luta contra o mal. Meus heróis morreram todos ali, quando nasceram esses outros heróis, mais “humanizados”.

O que não fariam então, caso tivessem a tecnologia atual para transportar para o cinema da época, esses requintes de infinita superioridade nos traços originais?

Consumam ai, tupinambás e tupiniquins, que o serviço de uisque na feijoada vai continuar.

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