Madame Bela, o viral jabá da Playboy
Postado por Sergio em 26 Ago 2007 em 07:41 am | Em: Hype

Para os fãs das histórias em quadrinhos, é fácil recordar o que seriam os sinais de fumaça usados para comunicação, pelos indígenas norte-americanos.
Como visto nos gibis, a fumaça produzida por um punhado de vegetação era retida por um cobertor e liberadas aos tufos. Bem como pode dar uma idéia a ilustração.
Em comunicação, seu nível de organização e complexidade é que qualifica sua definição. No caso, enquanto os rolos de fumaça estão compactos, sua mensagem é entendida exatamente como foi transmitida. Depois, quando ela começar a se deformar, o observador tende a fazer a “sua” interpretação.
A escala de eficiência de um sistema na transmissão de informação, podemos chamar entropia. Quanto maior a entropia, maior a desorganização do sistema.
Assim, olha: se eu lhe passo um bilhete escrito que você tem que passar para fulano, que terá que passar depois para siclano, será sempre o mesmo bilhete com a mesma mensagem, certo?
Agora, se o conteúdo do bilhete fosse transmitido verbalmente, bem sabemos que haveria distorções aumentando a entropia. Entenda então, entropia como desordem de um sistema.
A entropia como um novo modelo de comunicação com cada qual criando e distribuindo conteúdo encontra terreno fértil a cada inovação tecnológica. No caso de blogueiros, se antes os blogs não tinham trackback, pingback e não “se conversavam” tanto, hoje cria-se um imenso palavrório com muito pouco.
E o que isso sugere? A propagação desordenada é claro, os chamados virais. E, conversando sobre esse tema com um conhecido um dia desses, citei como exemplo recente o viral em blogs Eu quero a Madame Bela na capa da Playboy alavancado por blogueiros de porte como o Carlos Cardoso e o Mr. Manson.
Como a conversa tinha se iniciado com aquele famoso vídeo do Ronaldinho Gaúcho acertando seguidas vezes o travessão do gol (que foi armação para um viral da Nike, assim como o liquificador que destroça um iPod dias após seus lançamentos nas lojas é viral do liquificador), ponderamos sobre os recursos que estão ai dispostos para a criação de um produto entrópico: os jábás virais na internet, via blogs.
Podemos não acreditar que essa campanha da Madame Bela seja um jabá viral da Revista Playboy, porque gostamos e confiamos nos valores éticos de um Cardoso e de um Mr. Manson. Nem mesmo, acreditar que a própria Madame Bela o tenha engendrado, pois os fatos são muito coerentes com o percurso histórico. Objetivamente, qualquer suspeição é infundada.
Mas isso não retira as características de perfeição do modelo entrópico. O que significa dizer que a entropia como modelo de comunicação, pelo menos em tese, já está instaurada.
Se isso aqui (o mundo dos blogs) irá se tornar mais uma selva com antropófagos, nada de anormal. É da natureza a necessidade da existência de predadores e presas, de líderes e liderados. O pior, fica para outras mídias pois, como concorrer com um formato indefensável e onde todos os envolvidos ganham?
Ganham inclusive, o inocentes úteis no processo, pois para esses o sentimento de fazer parte basta.
De nitidamente visível, quem ganhou foi a Madame Bela, pois conseguiu quase 25.000 links no Google com “Madame Bela na Playboy” (assim restrito, com aspas), em menos de quinze dias. Se esquadrinhar mais amiúde, certamente passarão dos 30.000.
Apenas a título de comparação desse feito da blogueira, basta lembrar que Bruno Alves contabilizou 50.000 mil links no BrPoint em longos dois anos de árduo trabalho.
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Concordo com tudo o que você disse no post Sérgio, e o que mais me assusta é a qualidade (de certa forma) de material que encontramos na internet, uma vez que grandes redes de informação utilizam-se da mesma para (re)produzir seus conteúdos.
Como citou Alessandro em comentário anterior, isso dá muito pano pra manga.
Abraços.
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Para um analista, é campo fértil. E escrever sobre, pode levar as pessoas (blogueiros) a pensar, a filtrar as informações antes de replicar.
“Foward”, já era.
Abs.
Sérgio
PS: Alê, quando você fez esse comentário eu já estava em pé. Então, como eu tinha “subido” esse artigo para o Rec6, vi que tinha já três votos, o meu e mais dois.
Agora, o marcador aparecer 0 (zero)…
“Bugaram” eu????
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Eh, aqui ainda não tou vendo mudanças no PR… Só pode ser bondade do seu marcador para comigo… eh,eh,eh…
E vamos seguir juntos nessa caminhada. Acho que vamos nos deparar com assuntos “ferventes” doravante.
Abração!
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Além de toda a deformação que a mensagem sofre de acordo com a natureza e intenção dos sistemas, algo que não podemos deixar de dizer quando falamos em comunicação, penso eu, é que o sentido das palavras não estão nas palavras propriamente dita, mas sim nas pessoas; ou seja, de acordo com o repertório de cada um é que a mensagem será interpretada.
flw
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