Como viram que o circo do Pan foi bom para todos (orçado em R$ 400 milhões e gastos R$ 4 bilhões!) já pensam no circo Campeonato Mundial de Futebol e no circo das Olimpíadas.

Pra frente Brasil!

PS: Como eu estava a fim de escrever mais e, só mesmo para tirar uma linha, para que se perceba como governos imperiais, ditatoriais, personalistas encontram raízes na história. Qualquer semelhança é mera semelhança.

A Roma antiga inchou em determinado período com intermináveis levas de camponeses que migraram do campo. O imperador, temeroso de distúrbios sociais, implantou uma política de “pão e circo”: promoção de espetáculos gratuitos nas arenas e o fornecimento de alguma espécie de cesta básica da época. Algum Vale-farinha- e-azeite, não mais que isso.

Circo vem de círculo, o formato das arenas romanas. A mais famosa delas o Coliseu de Roma, onde eram apresentados espetáculos sanguinolentos com leões, escravos, gladiadores e cristãos.

Provendo o povo de distração turbinada em adrenalina e monturos de broas de trigo atiradas ao público no correr do espetáculo, lograva o imperador manter-se no poder, sem convulsões sociais.

A corrupção em Roma já era endêmica e como tal, nada passava incólume da sanha dos aproveitadores. Invariavelmente, um imperador impunha mais medo que respeito aos seus mais próximos, ao seu círculo de poder. Detinha o poder de vida ou morte para qualquer outro mortal sob seus domínios e assim, era mais temido e odiado que amado.

Um imperador desse naipe (Nero, Calígula, e outros) mantinha-se “popular” pela aura de deidade que lhe era conferida e se escorava numa guarda de elite, os pretorianos, para sua segurança pessoal.

Generais e cônsules tinham seus próprios exércitos, com comando próprio, pessoal e intransferível. Degladiavam-se em silêncio nos bastidores, cada um dando-se como um provável eventual sucessor do imperador. Roma não teve por largo período de sua história um exercito nacional, com comando unificado, hierarquizado desde um único comandante. As alianças internas eram táticas, de duração efêmera. (SG)

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