Em 1977 a jovem Cláudia Lessin Rodrigues, vinte e um anos, estudante, foi encontrada jogada em um rochedo, seviciada e assassinada, no Rio de Janeiro.

O principal acusado, Michel Frank, de família rica e influente. O crime foi apurado em poucos dias por Jamil Warwar, inspetor da política carioca. Foi afastado do caso pelo governador Faria Lima, amigo do empresário Egon Frank, pai do acusado. Tempos de ditadura era assim, o poder era para os amigos.

Michel fugiu para a Suiça (tinha dupla cidadania) depois de sua prisão decretada. Alegavam que Cláudia morreu de overdose numa festa de embalo. Os peritos apontaram sua morte por asfixia e em seu corpo, não foram encontrados vestígios de drogas.

Em 1989 Michel Frank é assassinado na Suiça, onde estava impune. Não me recordo, pesquisei mas não encontrei. Se mal recordo, acho que sua morte ficou ligada ao tráfico de drogas.

No caso Cláudia, apenas um cabeleireiro, George Kour, que participou, foi condenado por ocultação de cadáver.

Vi o filme O caso Cláudia ainda na época. E das marchas e contra-marchas do inspetor Jamil na cata de provas, é que o caso/filme me veio à mente. E não outras semelhanças, pois esperamos todos que no caso de Isabella, ele não venha se juntar aos casos de assassinatos por “filhinhos de papai” que nunca em nada dão.

Araceli, em Vitória, um outro caso mais cantado que “virou” o livro “Araceli, meu amor”, de José Louzeiro.

Sem comparações os recursos da polícia científica de agora com o desses outros tempos. No filme de Cláudia, Jamil ia em busca de testemunhas capilares, como faz agora a polícia paulista. Um espirro, uma tossida fora do tom por alguém que viu ou ouviu algum dos familiares do pai ou madrastra de Isabella, é buscado e ouvido.

Crimes, “filhinhos de papai” impunes, testemunhas de um tudo… O que me faz perguntar: será filme depois?

Não é por nada não. Mas é que em meio a essas idéias difusas não ficou sem passar isso por minha cabeça. E o Alessandro Martins modela numa postagem em seu blogue minha sensação para o caso. “Ganchos”, não faltariam.

O meio é podre e a grana é farta. Não jogo com fatos, mas percepções. Se esse blogue durar, vocês se lembrarão de comentar dessa postagem. Ou não, se o blogue não durar ou se nada disso acontecer.

 

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