11 de setembro de 2001
O 11 de setembro de 2001 não foi a pior e não há quem possa garantir aos americanos do norte, que seja essa sua última tragédia.
O ataque japonês em Pearl Harbor foi bem pior. E o que dizer então, da derrota no Vietnã?
No primeiro caso, como foram vencedores na II Guerra Mundial, a dor pode ser em parte, sublimada.
No caso do Vietnã, a pressão da sociedade sedimentada ao longo de infindáveis “sacos pretos” que chegavam, fez a dor ser diluída no processo.
A vergonha por terem se batido com o rabo entre as pernas, foi um preço pequeno a pagar.
Império único e gendarme do mundo depois da sucumbência da União Sovietica, os USA, se fazem o que fazem com o resto do mundo, aceitam também o preço estipulado.
Um país que consome sozinho quase metade da energia produzida no mundo (só de petróleo, são 25%) para manter sua estrutura funcionando, não pode desejar que todos aceitem pacificamente serem explorados.
Esses guerrilheiros são patriotas ou são radicais porque são muçulmanos? Ou são apenas usados?
Não acredita que um “edir macedo” da vida não tenha controle sobre suas hostes cristãs, a ponto de sugerir determinados sacrifícios, se acaso seu império viesse a ser ameaçado?
Pois é. Pense ai.
Eu, não condeno ninguém. Nem os americanos por tentarem manter seu status quo no mundo nem os guerrilheiros por contra-atacaram com o que dispõem. Cada um é cada um.
Vale lembrar que o “famigerado” Bin Laden foi aliado dos USA, quando da invasão sovietica do Afganistão. Assim como o finado Sadam Hussein também foi, quando da tomada do poder pelos aiatolás no Irã.
Antes, Sadam era inimigo. O amigo era o xá Reza Pahlevi, do Irã, que foi derrubado pelos aiatolás.
Como podem ver, desde sempre os USA fazem seu jogo de xadrez por ali. Inclua isso: sustentar no poder dirigentes corruptos, para manterem seu povo “domado”.
Isso, de fazer de Geni (1) nações inteiras, Abraham Lincoln deixou um vaticínio: “Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente”.
No caso das Torres Gêmeas, até os americanos estão divididos da validade de perpetuar essa lembrança. Olhem só a foto da “multidão”(2) no Marco Zero. Uma passeata do GLTB, um show de rock ou um manifestação evangélica reúne mais pessoas que isso.
Como disse uma amiga publicitária, “Americano faz business até de uma pedra. Cerca, ilumina com neon e cobra ingresso”.
O quanto esse 11/11 não pode estar rendendo para Nova Yorque? Não deve ser pouco. (3)
(1) – Geni é a da música Geni e o Zepelim, de Chico Buarque. Uma metáfora sobre a “usabilidade” de, no mínimo, pessoas.
(2) – Olhem a foto gente! Feita com aquele tipo de lente que “ajunta” as imagens. Qual o nome dela? Grande angular… é isso? Bem, se não fosse ela, a “multidão” seria até menor do que parece.
(3) – Se você for um cara que mexe com sites, ano que vem pega eles. Faz ai uma merreca qualquer para acender velas virtuais e garanto que consiguirá um linkbaiting gigante.
setembro 12th, 2007 at 7:49
http://www.duplipensar.net/principal/2003-09-pinochet.html
Por que será?
setembro 12th, 2007 at 12:16