Exército Brasileiro favorece Rede Globo no Haiti?
Pelo visto sim. Pelo menos, vi apenas equipes da Rede Globo de Televisão utilizando-se da segurança proporcionada pelos carros de patrulha dos boinas azuis brasileiros para visitar os bairros de Porto Príncipe.
E foi apenas uma carona? Não, não me pareceu isso. A impressão foi uma determinação superior para que os soldados escoltassem as equipes globais em suas reportagens.
Reparei isso quando partiu da repórter a iniciativa de parar o comboio quando passavam por um punhado de haitianos angustiados sobre escombros.
“Ordenou” a repórter: “Olhem, aquelas pessoas parecem estar procurando alguém. Será que está com vida? Pare um pouco, vamos ver isso!”.
Graças ao faro profissional da repórter havia mesmo uma pessoa com vida e ela foi salva muito graças a isso.
Os soldados afastaram os aturdidos haitianos que por ali estavam, confirmaram a existência de alguém com vida e acionaram uma equipe de resgate.
E olhem que o comboio passaria batido pela cena não fosse o pedido da repórter.
E os soldados, não parariam mesmo eis que para eles pesquisar possíveis sobreviventes não pareceu ser sua missão.
Seria isso uma atenuante a um visível favorecimento do Exército Brasileiro à Rede Globo de Televisão?
Ou uma das atribuições funcionais do Exército, nesses casos, é o de também prover meios para facilitar acesso aos meios de comunicação aos fatos?
E porque a Globo e não também aos outros veículos ali presentes? Porque a Globo é a Globo, oras.
Ela tem peito e estatura para pedir, coisa que os outros parecem não ter. Cagões, fracotes.
Certo ou errado, depende do ponto de vista. A repórter foi fodástica, teve faro profissional digno de nota. Por causa disso um soterrado a menos para ser retirado morto dos escombros (oi dois, né, a mulher está grávida…)
Assim sendo, eu fico com o ponto de vista da mulher salva.
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janeiro 17th, 2010 at 12:13