O ideal do pinto pequeno
Postado por Sergio em 16 Jan 2008 em 03:07 pm | Em: Gay
Já pesquisei, instigado que fui pela curiosidade de outros, porque o Buda é gordo e também, porque os cofrinhos são porquinhos.
Mas, porque as estátuas gregas têm pinto pequeno, nunca me perguntaram. Como deu-me às fuças essa foto da escultura de Héracles (Hércules) e na falta de blogagem melhor, vamos ao que me ocorre em resposta à minha curiosidade:
O ideal de beleza grega foi absorvido pelo império romano, sucumbiu na Idade Média e foi resgatado na Renascença, por seus pintores e escultores.
Até aqui, o óbvio conhecido. Mas, e a questão dos pintos pequenos em estátuas, que ideal é esse?
Sei não… Embora a literatura e o cinema ora afirme, ora apenas insinue uma normalidade homossexual entre os gregos, isso não responde pelo ideal do pinto pequeno. Héteros ou homos, o uso da “ferramenta” não é abdicável.
Se por estarem a trepar os machos entre si não era tido como abominável, reprimido ou censurado, restam então, explicações guerreiras e esportivas para o pinto pequeno como ideal.
Das explicações guerreiras, Frank Miller (no gibi dos 300) os fez guerrando nús contra Xerxes, usando como roupagem apenas a capa. No filme, colocaram-lhes uma sunga (eh, eh, eh… ao melhor estilo barbie), por questões óbvias com o público.
Mas, afinal, guerreavam vestidos ou peladões? Se peladões, umas cousas avantajadas balouçando durante a batalha certamente seriam inconvenientes aos movimentos do guerreiro.
E, puta merda, seria um membro adicional (e ali, inoperante) a ser defendido. (Boa essa.. até eu ri aqui…)
Já imaginou uma observação assim, entre pais: “Seu filho não será um bom guerreiro para Esparta. Ele tem o pau muito grande”. Que frustração não seria isso, para esse pai com filho de pinto grande…tsc, tsc, tsc…
Como explicação esportiva, o imbróglio seria durante os jogos olímpicos, que serviam exatamente para ressaltar a força, a agilidade e a destreza nos gregos. Todos competiam nús e mulheres não podiam participar nem assistir, o que denota um reconhecimento pudico com relação aos paus.
E onde tem jogo, tem apostas. Já imaginou os abastados cidadãos atenienses apostando em seus contendores preferidos?
“Aposto mil drachmas que Isdro vencerá essa prova do péntatlon!”
“Mas Isdro é azarão para essa prova, meu amigo. Tem a destreza necessária mas tem o pau grande demais para não fatigar-se com o incômodo”.
Outro comenta:
“Ouvi essa semana, que Isdro providencia cirurgia. Eunuco, talvez reúna chances maiores para os jogos vindouros”.
E um último arremata:
“Todos podem se equivaler na compleição, pelos treinamentos. Mas deveriam instituir, como ordem, de apenas os decepados se tornarem atletas”.
Como não instituíram a ordem castradora, gregos guerreiros e olímpicos continuaram com seus paus a incomodar nas pelejas guerreiras e esportivas.
E o pau pequeno perpetuou-se como ideal grego, em suas esculturas.
Quanta bobagem…
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