Isabeli Fontana fotoUma declaração despretensiosa com polêmicas da modelo Isabeli Fontana, feita no programa da Hebe Camargo, originou uma celeuma imprevista.

Numa entrevista onde versavam sobre preconceito contra gays, a modelo interagiu na discussão com a frase “Não tenho preconceito, tenho vários amigos gays, mas filho meu, eu não gostaria que fosse gay“.

Tá. Nem ela nem ninguém em sã consciência deseja que o filho nasça predestinado a ser uma futura vítima da sociedade e de suas acomodações (in?) evolutivas que fazem diferentes as pessoas e geram em si, os preconceitos.

Agora é com gays. E se chegarmos aos clones ou mutantes virão também com eles, os preconceitos.

O que ela fez de errado? Nada. Apenas que as pessoas dizem não ser preconceituosas  mas poucos dizem o “desde que não seja comigo”. Ela disse.

E disse, fazendo uma expressão que dava a entender algo como “Olha, eu não tenho preconceito contra gays. Mas vocês entendem que aceitar, não significa desejar“.

Só isso. E agora, se dão a essa curiosidade desmedida com as palavras da moça. Sabem o que é isso?

São máscaras que caem. Máscaras que, segundo o escritor irlandês (gay) Oscar Wilde, as vestimos conforme o momento se apresenta.

E fazem uma catarse, uma expiação coletiva ante as inúmeras vezes que foram obrigados a passar atravessado pela garganta, sua afirmação de desprovidos desse preconceito.

Querendo ouvir a sinceridade, na simplicidade, de Isabeli Fontana, fazem por intimamente concordar: “Taí! Eu também! Eu também!”

Seria então, uma gigantesca máscara vestindo essa sociedade preconceituosa? A máscara de aceitandos da existência de seres de orientação homossexual?

Mas não se deve entender isso, a existência de máscaras, como algo maléfico. Faz parte do arsenal de defesas do ego.

A reação, segundo a Folha Online, foi de ultrapassar o vídeo da Mulher Melancia de bicicleta.  Quer ver o vídeo? Está nessa página.

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