Brasil que festeja e Brasil que lamenta. Brasil em formação com gol de Alexandre Pato contra a Suécia e Brasil em deformação, com Lula, que insiste com seus discursos palanqueiros. E agora, reverenciando Severino Cavalcanti em seu discurso. É pracabá…

O presidente está passado da hora em adotar discursos formais, aqueles redigidos pela assessoria. Como faz, macula a instituição. Ele usa do Brasil como suporte para suas verberações popularescas. Dói.

Nada a favor da oposição ao senhor, senhor presidente. Por ali, ninguém que também valha um sebo.

E a famosa camisa azul da seleção brasileira, hem? Sempre contam sua origem, em partes. E nessa história, a cerne da índole brasileira. Pois acompanhem:

O Brasil foi para a Copa do Mundo de 1958 tendo apenas a camisa amarela como uniforme.

Reza a lenda que a camisa azul usada na final contra a Suécia em 1958 foi comprada no comércio local pouco antes do jogo. Agora, não sei quanto tempo foi esse “antes”, mas se deu tempo de colocar números (com retalhos de camisas amarelas…) e bordar o brasão da CBD, foi o tempo hábil.

Como o uniforme da seleção de futebol da Suécia é muito parecido com o do Brasil (camisa amarela e calções azuis), a Suécia foi mandante do jogo e não tínhamos o uniforme número dois, o Brasil teve que se virar com isso.

Paulo Machado de Carvalho, o chefe da delegação brasileira comprou as camisas azuis e não sem alguma dificuldade, os jogadores a vestiram. Superstição, pois tinham atravessado a copa com a amarela.

“Rapazes, ela é azul, como azul é o manto de Nossa Senhora Aparecida”. Pronto, bastou.

Enxergou por ai imprevidência, criatividade, misticismo pagão e religiosidade cristã?

Não é bem o brasileiro típico?

Então, muda Lula. Muda esse seu discurso. Você pode, você consegue. Você é brasileiro também.

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