Olimpíadas no Brasil

Jogando USA x Rússia no volei masculino. Reparei que pelos cantos da quadra estão postadas chinesinhas gandulas.

Elas recolhem as bolas fora de jogo e as enxugam, delicadamente, com o exagero de uma toalha branca e felpuda. Um detalhe, entre os muitos detalhes que os chineses bem cuidaram nessa olimpíada.

Só Deus sabe o que podem estar passando os chineses com respeito à coação de seus direitos (!) em nome da segurança dos jogos, mas que eles estão de parabéns com relação a detalhes, isso estão. (Por ora, ressalvados os embustes da abertura)

E fiquei pensando no Brasil, caso consiga ser eleito para organizar uma edição dos jogos olímpicos, coisa que está pleiteando.

Tome esse detalhe da toalha. Felpuda, branca para não esconder a sujeira. Quando um tanto quanto sujas, são trocadas. (Pô, coisas de auge das estrelas do rock mundial)

Inclusive, quando reparei, a chinesinha estava a pegar uma toalha ainda dobrada, cheirando a confort, aposto. E, como já estava pelo terceiro set, não era a primeira tolha a ser usada na partida.

Por aqui, primeiro teriam a lembrar que gandulas num jogo de volei podem também compor o cenário como referencial de organização. Já existe isso? Ótimo, meio caminho andado.

Depois, disponibilizar essas toalhas para seu trabalho. A partir daí, entra o lado fortemente brasileiro oficial de organização.

Primeiro, que iriam estimar o uso de 1.000 toalhas para o torneio. Comprar localmente em cada cidade onde ocorrerem as partidas? Não, claro que não. Sem compras centralizadas, complica. Como fazer para faturar o “por fora”, em cima?

Bem, que tal orçar 2.000 toalhas, sendo que 1.000 delas, de “mentirinha”? E o fornecedor nem precisa enviar 1.000 pois é um exagero de pacotes. Mandam 900 unidades, pois que ninguém irá mesmo conferir na entrega…

Se por azar conferirem e reclamar, mandam as 100 faltantes. O tal SCC: “Se colar, colou”.

Depois, elas ficam “bonitinhas” por alguns meses em algum almoxarifado. Até que alguém dali as descubra e resolva colocar algumas pelos banheiros do local, detalhe que nunca existiu por ali.

Pacote aberto, e muitas delas habitarão fundo de mochilas e suspeitos invólucros de jornal, deixando o local, no fim dos expedientes.

Começa o “esquenta” do evento e, conforme as planilhas, lotes delas deverão seguir para cidades sedes, juntamente com outros materiais.

Nas cidades sedes, aquelas coisas fofas (Quantas! Mas são muitas!) servem também a fins pré organizacionais. E fundos de mochilas e suspeitos invólucros de jornais.

Resumindo:  Ainda pelo meio da competição, os gandulas terão nos vestiários à sua disposição, uns panos para limpar bola jogados pelos fundos de um latão  (uma bombona cortada também serve…).

Não sou cruel. Mas que ficou uma caricatura fiel, aposto que você duvide.

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