Breve nos melhores textos: O ataque da Franquia

Outro dia eu a li, eu juro. Da primeira vez que li ela foi usada para denominar série de filmes, aqueles que recebem em seu título original os numerais romanos I, II, III, IV

Alias, o I é rebatizado assim depois que “nasce” seu irmão II.

No caso, foi o Rambo, com uma declaração (ou tradução porca, não sei) de uma fala do Silvester Stallone dizendo que “não pretende mais fazer filmes da franquia Rambo”)

Se um título de filme pode ser uma franquia não significa que o seja.

Franquia, como está consagrado, usamos para uma marca que fica disposta para aluguel de seu patrimônio abstrato e concreto.

Você pode instalar uma lanchonete toda igual nos móveis, nos serviços e nos tipos de lanches da MacDonald.

Sem problemas, desde que não use a marca e os mesmos nomes dos lanches.

Pão por baixo ou por cima, salada no meio, gergelim por fora ou por dentro, isso, não é objeto de registro industrial.

Se quiser usar o todo, que inclui o know-how, então é uma franquia. E há que se pagar por isso. E assim são todas as franquias existentes do comércio, da indústria e da prestação de serviços.

Mas agora, graças a famigerada macaquice juramentada do brasileiro, tudo será franquia.

Já li de um blogueiro se referindo também a filmes. E também, num site de tecnologia, referência ao Internet Explorer como franquia (essa é de amargar, né?).

É preciso estar tomando cuidado para não se estar pensando que isso é estar escrevendo, pretensamente, corretamente.

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