Estou desde segunda-feira (02/06) fazendo o trabalho de campo com meu projeto Amigos de Letras na Escola. Já estive em três escolas e a receptividade dos diretores foi a melhor.

Eles têm assimilado o programa com a natural facilidade daqueles que precisavam do material que estou fornecendo. Corpo fértil e latejante do cio na ávida espera de prenhez.

Desenvolver um trabalho no “mundo exterior” tem me ensinado coisas… A mais impressionante, é o que aprendo com uma estrutura que tem horários. Puxa vida, relógios existem!

Só os que têm uma rotina comandada unicamente pelas necessidades biológicas são os que entendem o que digo com isso.

Acrescente também, o choque de culturas: quem trabalha “por conta”, é ansioso, é tarefeiro. Quem tem hollerith vive as horas do dia com mais vagar. Absorvo o choque e amoldo-me aos meus interlocutores.

Sobre o programa, se visitarem a página acima linkada e virem um material em PDF lá disposto poderão ter uma noção do que se trata. Até ali, é apenas conceito. O que agora passo a provar no campo, é sua realidade.

Então, afirmo: é possível instituir um programa de incentivo à leitura em escala nacional a partir de um computador no canto do quarto. Com criatividade e boa vontade podemos ajudar a moldar uma nova face para o país.

Um filho (Vinícius) designer gráfico e uma filha (Regiane) a colocar seu carro a disposição ajudam é claro. Se bem que, por enquanto, tenho preferido caminhar.

Quando digo possível, inclua no entendimento disso os custos, a praticidade das formas, o aproveitamento e um engajamento social pulverizado elevando à maior potência o slogan Todos pela Educação.

Até o final da próxima semana termino nas escolas a apresentação do programa e distribuição dos textos para aplicação nesse mês de junho.

Em julho, nas férias escolares portanto, providencio a impressão do restante do Lote Um, que bastará para atender todo o segundo semestre.

Esse lote cedido é todo baseado no livro Naná e o Beija-Flor da Amiga de Letras Maria Coquemala, de Itararé - SP.

São cerca de 3.500 alunos da primeira à quarta série os atendidos e, a um custo máximo de R$3 mil por mês. Muito pouco para muito resultado.

E julho, estarei também articulando um congresso em minha cidade com gestores de Educação e Cultura do Estado de São Paulo para o repasse da experiência, uma cartilha para sua aplicação e as matrizes para impressão do Lote Um.

Possivelmente, eu traga alguém do gabinete do Secretário da Educação para o evento. Com sorte, talvez o próprio Secretário da pasta. Estarei ai, iniciando a fase dois do programa: obtenção de reconhecimento e recursos para continuidade.

Quando disse isso ao prefeito, ele complementou: “Por que não, um Ministro da Educação ou da Cultura?”

‘Xá comigo, senhor prefeito… ‘xá comigo…

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