Madrasta de IsabellaE não é que fiquei sabendo que a mãe Petrobrás é também, madrasta?

Mãe, caros leitores, porque desenvolver um projeto e conseguir assento para um cafezinho com o departamento competente da Petrobrás, é meta de todo produtor cultural.

Olha… não contem para ninguém, mas existe lá uma dama de ferro à qual, segundo dizem, até o próprio Ministro da Cultura de plantão pede a bênção.

Ela é quem decide para onde vão as polpudas verbas culturais da empresa. Oh, sim, li por ai numa reportagem.

E seu lado madrasta fica por conta do descoberto por mim no bojo dessa notícia.

Enxerguem por ali, que o diesel produzido pela empresa brasileira é diretamente responsável pela morte de três mil pessoas por ano, só na capital paulista.

Resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determina que, a partir de 1º de janeiro de 2009, o diesel comercializado no Brasil contenha, no máximo, 50 partes por milhão de enxofre (ppm S).

A proporção hoje é de 500 ppm S nas regiões metropolitanas e de 2000 ppm S no interior. Ou seja: de dez a quarenta vezes mais!

É isso ou não, coisa de madrasta? E, o interessante, é que a nota tem origem na proibição de veiculação de produção publicitária mentirosa da empresa.

Coisa de publicitários vagabundos e interessados apenas num texto redondinho para uma campanha de marca. O resto, que se dane.

E eu, cá pensando… Mortes, em massa ou não mas calamitosas, provocam enorme comoção na opinião pública.

Agora, mortes sistemáticas, regiamente ignoradas, ficam como se nada estivesse acontecendo, mesmo quando descobertas?

Sim, ficam. Essa é a Matrix, esse é o Monstro Sist (01).

(01) - De Raul Seixas. Quem mais?

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