Sifu de Lula deixou o chulês de pau duro
Na postagem anterior a essa pretendi brincar com os rumos de uma neo-formalidade brasileira. Eu não a chamaria tropical, mas tropicália, reportando o anarquismo do efêmero mas marcante movimento timoneado pela geração baiana de Caetano e Gil.
Dandaras e odaras em suas épocas, fiquemos agora com o chulês básico, uma vez que o formato é novo e ainda não contamos com que estejam distribuidas no tempo ou no espaço, de forma que derivem ramos como arcaico, tradicional, renovador, etc…
Bom, existem textos que tratam de nossa língua portuguesa com seriedade, indicado por um prezado xará. Se você também está de saco cheio com o pedantismo que assola os colonizados culturais, é bom ler.
(Por falar em colonizado cultural… Outro dia li de uma pessoa que iria “frisar” um trabalho. Que porra essa, de “frisar”, como assim? Era “frisar” de freezer, entendem, congelar, esquecer por uns tempos, tirar da pauta de trabalho.
Ah, sim! E o “printar”, para imprimir? Esse é bem mais comum né?)
Voltando…
Então, quando fiz uma coletânea sobre termos usados por blogues que tenho lido, tomei daqueles que não fossem o uso puro e simples do termos originais quando em inglês, mas adaptados pela criatividade natural do brasileiro e nossa facilidade em amalgamar o que ainda nos é estranho.
Ficaram de fora o estrangeirismo PO, os que tenham sua literal tradução em lingua portuguesa, e de uso corrente. São aqueles usados numa forçação de barra do cacete, para botar banca de “descolado”.
E, agora direto ao chulês básico, ele também existe e ganha força com o uso até pelo próprio Presidente da República.
Sabem, quando o chulês era coisa dos cuecas, tinha lá aquela aura de machismo latino. O porra caralho e o tesão, para ficar em apenas dois, eis que porra e caralho precisaram unir-se para ganhar concisão tal o abrandamento que alcançou quando usados separadamente.
O tesão já ocupa lugar em dez entre dez entrevistas com as gentes das artes e dos negócios (esses, os “descolados”) quando querem se referir à gana, o otimismo e a vontade da pessoa em relação a algo. Não demora, chega às novelas.
Mas esses e todos os outros, por uma eterna busca de igualdade sexual, está a sair das bocas femininas com naturalidade de caminhoneiro em noite de chuva trocando o pneu de seu caminhão. E caminhão carregado.
E, tesão, talvez seja a primeira expressão que integrará o chulês arcaico. Agora, fica-se de pau duro.
E quando são elas que o dizem, é impossível resistir ao impulso que nossos olhos tomam em direção à braguilha de sua calça.
Duvidam? Espere só até acontecer com você.
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