Preta Gil nua, Preta Gil filha de ministro
Postado por Sergio em 19 Jan 2008 em 11:44 am | Em: Cultura
Contou a Preta Gil certa vez, tido ela o seguinte diálogo com o pai, Gilberto Gil, ainda não ministro da Cultura:
- Você faz música para tanta gente, pai. Faz uma para mim.
E Giberto Gil teria respondido:
- Eu? Ora, vá procurar tua turma.
Preta Gil confessou sentir-se rejeitada na ocasião, mas depois entendeu que a atitude do pai era das mais nobres: aquela de fazer com que filhos busquem seus caminhos na vida sem a super-proteção dos pais.
Mas, pelo visto, ela não deve ter conseguido muito. Duvido que alguém tenha ouvido falar dela antes da adicional notoriedade que o Ministério da Cultura trouxe ao célebre Gilberto Gil.
E, como celebridades refletem dos holofotes luz até para seus vizinhos, seus cães e gatos, o que dirá então, para uma filha?
E Preta Gil apareceu para o Brasil, mesmo sem a música. Sendo filha de ministro como cartão de visitas, bastaram características pessoais diferenciadas (uma moça cheinha, de seios fartos), algumas declarações de impacto (sobre beijar mulher, homoerotismo, etc…) e “pegar” alguns galãs médiaticos para se manter em evidência.
E é claro, um CD com foto de Preta Gil nua na capa. Se o CD tem boas músicas, se ela é boa cantora, se a música é realmente a praia dela, bem vimos que não. Ela não é figura frequente nos “faustões” e “gugus” da televisão onde, certamente, as portas sempre se apresentarão escancaradas para ela dado ter sido agraciada em ser filha de quem é.
Atuar em novelas foi sua opção seguinte. Atualmente está na Record, na novela Caminhos do Coração.
Se tem talento ou não para atriz, isso já é outra história. A televisão, em sua ânsia de mostrar caras novas a todo tempo, transforma em atores qualquer bonitinho, gostosona ou celebridade. Talento, se vê depois.
<ironia>Ela não está assim, prestigiada no meio televisivo, só porque pode tomar qualquer um dali pela mão e leva-lo para conseguir recursos no Ministério da Cultura, está?</ironia>
Pena que você não me conheça para ser também, minha amiga, querida Preta. Somente assim, estou certo, seria possível ultrapassar as barreiras impostas pela inoperância funcional daquele ministério, fiel retrato de mundos do faz-de-conta que temos no Brasil.
O Ministério da Cultura faz de conta que promove Cultura, funcionários do Ministério da Cultura fazem de conta que trabalham, o Ministério da Cultura faz de conta que luta por melhores salários para eles na área econômica do governo e o ministro Gil faz de conta que não se importa de estar ministro. (01)
Enquanto isso, desolados produtores culturais sem pistolões a lhes dar suporte, esperneiam em vão.
(01) - Um show de Gil como “músico-ministro-negro”, triplicou seu cachê no exterior.
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