O que é a semântica, senão a questão?

Primeiro caso

A família do ex-polícial Marcelo Silva, ex-marido da atriz Suzana Vieira, morto por overdose de cocaína, pensa em processar a apresentadora Ana Maria Braga por ela ter feito um discurso considerado ofensivo à honra e a moral do finado. (que ainda não era finado)

Ana Maria, certamente amiga da Suzana e, coincidentemente, com casamento nos moldes daquele fracassado da atriz (elas têm dinheiro e escolhem o seu bonitão para casar…), identificou-se com o drama da amiga e, como seu programa tem lá seus momentos de crítica/crônica, meteu o assunto na pauta e em meio ao que disse, estava “Se você desaparecesse da face da Terra agora seria uma coisa maravilhosa para todo mundo”.

Não ouvi ela dizendo para perceber em seu semblante, se com isso, ela queria dizer algo como “Você devia ser atropelado por uma carreta tanque de gasolina que deveria explodir em cima de você”, mas não está difícil imaginar que é isso que, no fundo, as pessoas pensam quando desejam fortemente o mal para o outro.

Mas pensar, não é dizer. E sobre o que ela disse, uma crônica sobre alguém que se torna público por iniciativa própria, não vejo nada demais.  A família do finado (e aquele advogado malandro, sempre presentes, que teve a idéia do processo) se vierem mesmo a fazer isso, escorregarão ainda mais com a índole do falecido.

De revés jurídicos contra oportunistas, o judiciário está lotado. Se intentarem, irão quebrar a cara e ai sim, eles é que terão que reparar danos com a apresentadora.

Afundam ainda mais a moral do cara (“Olhaí, família inteira de vigaristas”) e ainda, podem sair do fórum com um pepino do tamanho que não poderão arcar com o peso.

Segundo caso

Sabem aquela moça que foi pega pichando a Bienal, a Caroline Pivetta da Mota que está presa até hoje?

O Ministro da Cultura, o famosíssimo Juca Ferreira, de nome internacional à altura de um Ministério da Cultura de um país de gente que não lava a boca para proferir o termo, ligou para o governador José Serra para que intercedesse pela soltura da moça.

Nada mais idiota que isso.

Mas que é um pé no saco a moça ainda se encontrar presa por fazer arte (ué… e digam que não?), por alegações de que ela ainda “não comprovou residência fixa e ocupação legal”.

É de amargar, né? A Justiça Brasileira sai a caçar um Daniel Dantas armada de estilingue e usa um canhão para uma bobagem dessas.

Esses espaços artísticos (Bienal) têm na ponta da língua, entranhados em suas políticas e decoreba em seus discursos, uma tal “interação com o público”.

O público, dado e tido como o propósito principal da arte (logo, as pessoas serão multadas ou presas se foram a uma Bienal e não reagirem de alguma forma à Arte…) são pessoas, são gente… Alô-ow!

Pessoas, podem desde rasgar dinheiro a comer merda e dentro de sua acepção artística pessoal, individual e intransferível, o fazerem com naturalidade e confirmar sob tortura que aquilo é Arte.

Então, dizem que “é” para o público interagir mas não existe um limite para essa interação. (Beco sem saída: se impusessem limites, seriam tachados de fascistas)

Porra, soltem logo essa moça que o vexame (dela, para ela, com ela) já passou das medidas.

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3 Responses to “O que é a semântica, senão a questão?”

  1. j. noronha Says:
    Eu achei essa morte do Marcelo muito suspeita. A polícia apressou-se em dizer que era overdose, veículo nenhum levantou a hipótese de homicídio.

    O cara tinha a aparência saudável e, provavelmente, o que ele cheirou a vida inteira não deve dar o que Keith Richards cheirava em um dia.

    Há algo de podre no Reino da Dinamarca, definitivamente.

  2. Sergio Miguel Cardoso Says:
    Gostaria de comentar sobre o caso do gigolô da Suzana Vieira. Acho um absurdo a Globo não se manifestar. Outra coisa que estive pensando: o cara era um mau caráter; expulso da PM, viciado em drogas, gigolô, mulherengo e aprontador, violento, agressor de mulheres e por aí afora; será que a Suzana não sabia? Será que ela tbém não é usuaria de drogas, sim pq para conviver com um cara igual a ele… o que voces acham? E a tal Fernanda? O negócio é o seguinte: tanto ela como ele estavam a fim de fatura uma grana prá sair da lama posto que a grana da Suzana já era, aí, a meu ver armaram toda a cena para sairem na mídia e conseguirem grana e o pior, a mídia entrou na deles. Se ganharam dinheiro não sei mas ficaram conhecidos no Brasil e no mundo, só que da pior maneira possível. É o que penso.
  3. Anderson Says:
    Você é ridículo.