Hare krishna, hare, hare… ô skindô, skindô!
Postado por Sergio em 20 Mai 2008 em 05:14 pm | Em: Cultura

Vamos a mais uma postagem sujeita a trovoadas e bordoadas. Tudo bem, se inevitável assim for.
Todo desenvolvedor de tecnologias socioculturais tem na observação de comportamentos seu atributo agregado mais saliente. Senão, nem existiria tal inclinação científica.
Portanto, quae sera tamen, explico que a integridade das postagens desse blogue sobre atitudes e comportamentos não refletem, necessáriamente, um mau humor com fatos ou elementos em tela.
É antes, ponderação sobre detalhes vistos através de lente bifocal: o fato em sí e sua representatividade interessante para um conjunto cultural específico. O que puder parecer tendencioso ou exagerado nada mais é que um pretensioso ensaio sobre seu futuro (E nunca, inócuos).
Passado o preâmbulo, num único parágrafo o fato: Notaram como essa distinta religião (ou seita, como queiram) Hare Krishna, parece não se negar à oportunidades de participação em programas de televisão, mesmo que fora de seu contexto? (01)
Divulgar, dar-se a conhecer pelo público, ocupar espaços disponibilizados para tanto, faz-se mister para praticamente um tudo no mundo. Desde uma campanha institucional educativa à interesses unicamente mercantis e… religiões.
Vivemos na Era da Comunicações e quem disso não souber usufruir com autoridade, tende a minguar-se, a ficar esquecido.
Quando se lê Jesus juntando multidões em suas pregações, tome por multidões coisa de duzentas ou trezentas pessoas, quando muito. Hoje, seriam grupelhos.
Se de fato a história ocorreu como está na Bíblia, consegue imaginar o caso Jesus com uma cobertura de média similar à do caso Isabella? Imprevisível, eu diria. A humanidade se tornaria cristã da noite para o dia ou então, seria apenas mais um hype.
Até onde é válido tais esforços sem que fique comprometida uma mensagem original? Onde fica a linha divisória que separa a ação consentida pela doutrina, da massificação deturpadora dessa doutrina?
Essa, a massificação, aquela que tomou da deidade como produto mercantil e originou grandes conglomerados. (desnecessário exemplos, certo?)
Os Hare Krishna, já os vi em performances clowns do apresentador Otávio Mesquita e ontem, como extras na novela Beleza Pura, da Globo.
Palhaços e cenários exóticos, para ficar mais claro.
Demora, a Sapucaí?
(01) - Fora do contexto da religião, de sua pregação.
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Desse jeito darão um tiro no próprio pé.
Abraço.
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