Escreveu e não leu, o pau comeu

O Brasil despeja a cada ano milhões de analfabetos funcionais para fora de suas escolas do ensino fundamental. Um mal irreversível para cada um desses infelizes.

Se isso teria ou não conserto, eu digo que sim, tem conserto. Tanto, que da mesma forma que são abertos vagas no mercado de trabalho para tudo que tenha demanda aquecida, no momento estamos observando o nascimento da vontade política em torno da criação do hábito da leitura no brasileiro.

Assunto longo que não é para essa postagem. Uma pincelada que dou agora, é destrinchar um pouco as variantes.

Quando se fala em leitura, o primeiro pensamento que vem são para os livros. Falamos então da Literatura de ficção e biografias entre as mais requisitadas.

E, a partir delas, um mercado livreiro que se estende desde o autor ao distribuidor, passando por gráficas, divulgadores e editoras. A leitura como alimentação de um mercado de trabalho e produção per si, então.

Uma outra variante, seria o hábito da leitura como única forma de incutir Conhecimento, interesse prévio então, ao de mercado para a leitura.

O raciocínio é simples: sem Educação, o indivíduo não irá se interessar pela atividade de lazer encontrada na leitura e, menos ainda, pelo Conhecimento nela contido. Sem Educação, o indivíduo se deixa levar pelo entretenimento mainstream.

É uma luta. Da mesma forma que não interessa à indústria do petróleo que venha a existir um carro a hidrogênio (a àgua), não interessa ao sistema reinante de coisas que as pessoas passem, de imediato, a serem mais críticas e seletivas.

O que seria do Edir Macedo, do Bigue Broder, do Paulo Coelho e Harry Potter?

Assim, antes de fazer ler para que as pessoas dêem um salto para a boa escrita, primeiro é necessário fazê-las entender o que estão lendo.

Essa é das discussões apaixonantes e prova que, mesmo ainda timidamente, existe a preocupação. E que deve ser de todos, inclusive de quem pretenda fazer seu futuro na internet como provedor de conteúdo.

Afinal, a cada incluso digital que se observar depois disso, será mais um consumidor em potencial a ser conquistado. Todos sabem que a favelização da internet não é bom para ninguém.

Olha, essa discussão vem seguindo no correr dos últimos dois anos e gostaria que você também lesse O que falta é leitura (inclusive comentários) e Ler não faz você escrever melhor.

Ah, e recomendo também a leitura dessa postagem do Norberto: Informação e Conhecimento.

Só complementando, embora existam prêmios e ordenamentos institucionais  (Cultura Viva, Prêmio Vivaleitura, Plano Nacional de Livro e Leitura, todo com sites, se interessar saber mais) fiquei muito contente com a formação da Frente Parlamentar da Leitura, pois o Legislativo, vejo com fórum apropriado para discussão de temáticas que não ultrapassam as posições fíxas adotadas por iniciativas do Executivo.

Por exemplo: A quem citar que o governo precisar tomar o Orkut como exemplo, que abriu sua API para desenvolvedores e que a sociedade pode sim, desenvolver tecnologias educacionais adotáveis pelo país?

Em política, não existe o nem o Nunca. As coisas vão acontecendo por conquistas da sociedade.

Pronto! Já postei algo decente em 2009. Deixem-me agora, esse restinho de ano para o trivial do blogue.

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