Numa boa troca de e-mails (e isso faz já, um bom tempo) o Alex Castro pediu-me uma avaliação de seu romance “Mulher de um homem só”, um ótimo romance curto com densidade narrativa que reportou-me a “Pássaros feridos”, de Colleen McCullough.

Lembro que além das características marcantes como a força da trama e um enigma a ser decifrado pelo leitor no final do livro, elogiei-o pela facilidade em criar metáforas.

E ele: “Facilidade? Cheguei a levar dias para elaborar algumas delas, para retirar da situação o máximo de expressividade”.

Gostei de sua sinceridade quando ele poderia deixar-me pensar virtuoses.

Reencontrei hoje o blog do Alex e estou notando várias mudanças. Vou passear um pouco por lá, atualizar-me e depois, quem sabe até conseguir uma entrevista com ele.

O Sherazade do título é referência a odalisca que contara estórias ao Sultão Shahriyar por mil e uma noites. Entenda como bons livros que nos fazem ficar em claro.

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