Sexo pelo telefone
Postado por Sergio em 02 Abr 2008 em 03:13 pm | Em: Crônicas
- Tem gente aqui…
- Tem vergonha, é?
- Sou sério.
- É? O bastante para ficar flertando comigo quando estou com meu marido, não né?
- Não foi flerte. Só gostei do…
- Meu decote?
- Você, hem? Eu notei que se exibia, mas não foi isso. Gostei de seu notebook. É o tal air, né?
- Se quiser, deixo você dar uma pegadinha nele. Nos dois.
- Você tem dois air?!?
- Tenho dois seios, bobinho.
- Pare com isso… Não sou mais o mesmo, mudei.
- Agora é gay?
- Precisa ser grosseira?
- Você não respondeu minha pergunta.
- Respondi sim, com outra. Se pergunto porque é grossa, logo nego.
- Tá. Me diz então, em que mudou.
- Estou sossegado. Acho que não estou mais disposto a correr riscos nem ganhar inimigos.
- Mas só quero um sexozinho com você… um tiquinho só… Não pode?
- Você não era assim, vagaba…
- Só por você. E então, teremos o meu sexozinho?
- Pelo telefone? Fique a vontade, oras.
Sexo por telefone. Essa foi boa. Sorri divertido de minha proposta e esperei sua reação mas…
(piiiiiii)
Fim de carga da bateria. Melhor. Noutros tempos, essa doida invadiu meu quarto e por ali ficou três dias. O poeta Jura Cervati foi o culpado, abriu-lhe a porta: “Sua namorada está ai”. Mas éramos gente dos trinta. Agora, aos cinqüenta, sem a bebida nem as drogas, é outro mundo que se apresenta.
Amores loucos, os vivi e não foram poucos. Como visto, drogas deixam seqüelas. Anos oitenta.
Hey! Anos 80!
Charrete que perdeu o condutor
Hey! Anos 80!
Melancolia e promessas de amor
Melancolia e promessas de amor…
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