- Ganhei um CD com músicas do Roberto Carlos!, comunicou extasiada. Lavando a louça, ela estava com espuma de detergente até os pulsos. Estabanada, fez por respingar uma gotícula daquilo num de meus olhos.

- Ah, é?, comentei, disfarçando o arder do olho ofendido. Que legal!

Ela tem uma vasta coleção de boas músicas dos anos setenta/oitenta e entre elas, algumas do Roberto Carlos. O tempo passa e o “rei”, longevo entre a cozinha e áreas de serviço de milhões de lares brasileiros. E ela continuou:

- E também joguei na megasena hoje. Se ganhar, vou contratar o Roberto Carlos prá cantar só prá mim.

Daí, já com o olho são e diante de minha segunda xícara de café e um cigarro: - Boa! Mas ele terá que cantar aqui na cozinha, com play back, se espremendo entre a gente. Não caberia nem um violão mesmo…

E continuei: A gente pagaria a taxa da prefeitura e isolaria o quarteirão. Contrataria uns duzentos seguranças tipo guarda-roupa para ficar em volta da casa, para ninguém nem pensar em chegar perto. E seguranças com cachorros, rotwailes, pit bull e dobermans. Segurança redobrada para o nosso sossego.

E o “rei” cantando prá você aqui na cozinha, enquanto você lava a louça. E se desse fome nele, ele que esquentasse a comida, nada de mordomia. E sem parar de cantar, né? Que tal o “Proposta”? E cantarolei: “Eu te proponho, na madrugada…”

Nisso, ela já enxaguava a louça e seus pezinhos já ensaiavam uns passos, uma dança com louças.

Que viagem…

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