Madeleine Mc Cann é aquela garotinha inglesa desaparecida em Portugal, fato que muitos já tomaram conhecimento pela internet e televisão.

A Europa está envolvida em sua busca até os momentos atuais, passados já, meses de seu desaparecimento. Tanto, que recebi hoje de Portugal, pelos Correios, um poema com foto da menina.

Rapto de crianças são incomuns na Europa Ocidental mas nem tanto em países do chamado Terceiro Mundo e naqueles países e enclaves europeus pobres (Albânia, Moldávia, etc…).

O furor midiático em torno Madeleine Mac Cann leva a reflexões…

Sendo branca e européia, concentra o poder da mídia por despertar nas multidões não um sentimento de justiça, mas um sentimento mórbido de revolta, de invasão de privacidade. Justiça, seria o desmantelamento de redes de tráfico de órgãos e suas conexões, seria impedir o uso cada vez mais agressivo da sexualidade em publicidade (ninguém faz uma correlação da violência sexual, da pedofilia, com isso!), legislação coercitiva e penas severas para infratores.

Madeleine Mc Cann deverá render ainda, muitas fotos em poemas de meus queridos Amigos de Letras, pois que o poeta é antena parabólica que capta a emissão das ondas sociais.

Por aqui, eu me ri quando a sociedade carioca e mais um punhado de artistas fizeram passeata contra a violência. Eles, que “clientes preferenciais” do tráfico de cocaína, são os virtuais financiadores diretos da violência na Cidade Maravilhosa.

Santa hipocrisia, Batman!

Não vou pedir “Santa Madeleine Mc Cann, orai por nossas crianças”(1), porque meu desejo é o de todos: que ela seja encontrada bem, com saúde e que volte para o seio de sua família.

(1) - Acredite:A Europa não resistiria ao desejo de sua canonização como forma de redimir-se de mais um mal.

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