Eterno aprendiz
Postado por Sergio em 03 Nov 2007 em 02:57 pm | Em: Crônicas
Entre uma vontade de fazer nada e nada fazer, um mentiroso prenúncio de temporal (nunca vem!?), café passado na hora e nada de interessante na televisão, vence a opção de ler (não livros, deles me enfadei). Aos feeds, então.
Mentor do impossível, sonho que existirá o dia em que tanto conhecimento exposto deixe de ser a prosáica pérola que se atirou aos porcos. Não me refiro a ninguém em específico, mas a todos que todos sabem que são bons.
Sou dos que temem os tanto por cento do crescimento anual de PIBs em poucos concentrados. E, pior, revertidos apenas na conversão e destino de outros tanto por cento dos anos seguintes.
O conhecimento que encanta, que fique arquivado nessa nova Alexandria (1).
Meu desprezo com a elite cultural(2) de nosso país há muito ultrapassou o conteúdo, por seu discurso diagnosticador dos males do Brasil. Agora, é a forma. Quando no underground era até bacana a busca de espaços com severas críticas ao sistema e ao governo da vez. Agora, se podem ganhar um beijo do JÔ, externam seu medo com um país que deixaram para trás.
Opa, já estou cobrando e nem era essa a intenção. Mas isso é reflexo do nojo com tantos discursos de vitória não conseguidas com uma megasena acumulada.
Numa loteria, está a melhor expressão igualitária da democracia: com apenas R$ 1,50 qualquer um pode se encontrar em pé de igualdade com a fortuna num reino onde o imponderável é parelho com a estatística: apostar RS$ 1 milhão, não mensura certezas.
Uma elite cultural de discursos vazios, debates parlapáticos e nenhuma ação que guindou-se ao cume graças (usando) a todos, é que engessa o país. Não culpem os políticos, caros senhores, pois eles são os que merecemos. A culpabilidade não pode ser diluida numa entidade abstrata que atende por sistema. Eu sou o sistema. Você é seu sistema.
Todos? Não! O senhor Todos não está me lendo agora.
Não cairei no pedantismo de citar ações possíveis. As minhas, sei que luto por ter aprendido a não chorar por elas. E aprendi com palavras de um amigo, mas com nada relacionado, apenas palavras jogadas ao vento: “Eu não choro pelo que não luto pois sei que vou perder”.
E, ademais, pedantismo seria chafurdar na lama e empanar o brilho das pérolas ali atiradas.
Mil vivas para essa elite que está nos blogues, que cobra o escanteio e corre para a área tentando o gol, que sua a camisa e corre a lavá-la para o jogo do dia seguinte, dia após dia. É uma elite que ninguém ajudará a levar público aos seus jogos, que conquista torcedores a custa de muito suor.
Talvez o melhor dessa elite resida no prazer. Quando (e se) começar a rolar fama, dinheiro e mulheres, talvez também se perca.![]()
Quando cinco por cento da massa de conectados tiver um blog como seu conhecido (e dele participar), veremos o nascedouro de uma nova consciência de nação.
Ou nao? (3)
(1) - Uma referência à biblioteca da Alexandria.
(2) - Se você estranhou eu não ter grafado “elite cultural”, assim com aspas, é porque ela existe mesmo. Egoísta, mas existe.
(3) - Curtição minha. Esse “ou não” foi bordão de um antigo personagem de Chico Anísio que caracterizava Caetano Veloso, satirizando as confusas opiniões do cantor. Por certo, Caetano deva ter deixado escapar esse “ou não” depois de emitir alguma opinião, sem muita convicção.
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Políbio Braga, você sabe onde é?
Pane na Telefônica. Reclamar com quem?
Corinthians ainda ninho de bandidos?
Histórias da Segunda Guerra Mundial
Afirmo, mas sei que nem TUDO é definitivo… ou não?!
rs rs Abraço!
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É o direito ao contraditório.
Fundamental num debate de idéias.
Ou não?!
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Abraços, flores, estrelas..
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Obrigado por comentar no Trivial. E visitei o seu Mude, o que doravante farei regularmente. Aprecio poetas que vão além dos poemas (sou assim também) e blogs como o seu têm características de liderança.
Saudações Literárias
Sérgio
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