Dia da Criança é aqui! E de Nossa Senhora, orai por nós.
Vem lá do Gabiru um convite para falar sobre crianças, seu dia, os presentes…
Pôxa, Gabiru, como pode imaginar que sou autoridade para isso?
“Criança, só existe uma no mundo. Mas com muitas faces” (1).
Acho que envelheci demais com o mundo. Ou talvez, já nasci envelhecido, sem nunca ter sido criança.
Mas, que grande demérito é esse para uma personalidade, quando vivemos hoje de maneira que só a poucos cabe o privilégio de ser criança?
Não temos mais os campinhos de bola, os córregos para nadar, capoeiras para caçar rolinhas e nhambús…
E os “tempos” de brincadeiras, então?
A molecada é que fazia o “tempo de pião”, “tempo de papagaios”, “tempo de bolinhas de gude”…
Tempo de brincadeiras ao ar livre e tempo de brincadeiras em casa. Com tempo chuvoso, era jogo de tômbolas, o “bafo”, a troca de figurinhas e gibis.
Que tempo de criança é hoje, com indiozinhos morrendo às pencas, filhos de favelados já nascendo “avião” do tráfico de drogas, crianças africanas que tornam-se gravetos em ossos e as palestinas, iraquianas e israelenses que explodem ou são explodidas?
Qual criança então, se pelo centro das grandes cidades matam-se cheirando cola, “pipando” crack?
Quando não, portando um trezoitão. Ou prostituindo-se em balneários mostrando a verdadeira face de todo e qualquer político?
Ah, Gabiru… sei falar de presente para o Dia da Criança não… Desculpa.
(1) – Adaptado de frase que vi, acho que no filme, a “Ultima tentação de Cristo”.
outubro 14th, 2007 at 17:17
PERDÃO CRIANÇAS “INFANTIS”, MAS O MUNDO ESTÁ SE ESVAINDO DE SANGUE INOCENTE POR CULPA DE ALGUNS
outubro 14th, 2007 at 17:26
outubro 14th, 2007 at 21:44
Se nada podemos fazer pelas crianças esqueléticas e esfaimadas da África, nem somos capazes de impedir a proliferação das drogas nas favelas, muito podemos fazer pelas próximas a nós: nossos filhos, netos, o filho da empregada doméstica, o bebê que a pedinte deseja colocar na creche assistencial, o menino da creche que não tem sapatos para ir à escola.
O olhar solidário descobre que há muito serviço por perto. Se cada um se fizer responsável pelo seu pequeno mundo, o mundo de todos será melhor e mais solidário.
Não podemos acabar com toda a fome, nem vestir todas as crianças ou presentea-las com livros lindos,mas perto de nós deve haver alguma criança esperando o nosso gesto de carinho e interesse. Por essa somos responsáveis.