Tropa de elite, minha análise
Postado por Sergio em 11 Nov 2007 em 02:36 pm | Em: Cinema
O filme Tropa de elite teve os contratempos em sua produção e distribuição por benesse cósmica, algum crédito cármico de alguém nele envolvido. Até talvez, de toda nação brasileira.
Sim, pois sem isso não teria maximizada sua divulgação como o foi. E todos precisavam ver desmascarada essa matrix carioca que envolve alguns segmentos sociais.
Ela forma um sistema econômico e social cuja origem e manutenção encontra-se, absurdamente, nas cafungadas dos endinheirados.
Na matrix, toda e qualquer expressão fica perdida no limbo das generalidades não explicadas e por isso, que adianta dizer que sua existência passa também pela “omissão do estado”?
O que é isso senão mais uma porra de entidade abstrata, se não detalhadamente esmiuçada em teses?
E o filme detalha fatos e defende sua tese. De tudo que foi mostrado no filme, pouco dali não é conhecido. Passeatas de hipócritas cafungadores pela não violência, promiscuidade entre traficantes e a burguesia, a política buscando votos no caos e a polícia corporativa acima do bem ou do mal: desejar ser policial, é almejar viver do tráfico de influências.
O que talvez seja novidade, é como são feitos ingressos e treinamentos no BOPE. Será mesmo, ou está ali o nicho de ficção do filme? Não sei, só estou perguntando para quem souber.
O enredo é simples mas bem costurado, dispondo do essencial em elementos e tramas para compreensão da mensagem: “Até quando?”.
Se o “Basta!” for o de governantes, ficará restrito ao “Basta!” retórico.
Qual o “Basta!” que funciona?
Dinheiro, muito dinheiro, mas muito, muito dinheiro mesmo.
Drogas movimentam muito dinheiro e só se combate dinheiro, com dinheiro. Muito dinheiro com assistência às favelas, muito dinheiro para combater o tráfego de drogas e armas, muito dinheiro para sanear a polícia carioca e pagar salários dignos, muito dinheiro para…
É tanto dinheiro, que ninguém tem. Resta então ao cidadão de bem torcer para o BOPE, que nutre e atira com o mesmo desprezo em traficantes e policiais corruptos.
Não é a opção mais civilizada mas quem se importa mais com isso?
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- Talvez a fumaça enegrecida pelos projéteis do filme, tenham asombreado as letras minúsculas de tua análise.
Está na cara, que todo aquele caus é brincadeira de criança perante a realidade do Rio de Janeiro.
O filme mostra apenas o que podia ser mostrado, ou o que é regularizado pelo governo e os grandes magnatas, condizentes com rodízio do poder, como é realmente, o que ferve a intensa guerra. (seria um golpe de mídia a distribuição indevida? Impostos deixam de ser arrecadados? - Claro! Alguém lucra com isso tudo? - Claro! Fabricantes, contrabandistas, os grandes charlatões do poder… os velhos magnatas, e quem sabe alguns BOPEIROS propinatários.)era necessário causar um grande impacto, para divulgar toda aquela atrocidade, até então de certa forma, nunca vista pela nação brasileira, tão intensamente, porporcionada por bons atores.
O Batalhão do BOPE é demasiadamente “puro”, até demais, em brincadeira de mau gosto, podem ser comparados aos semi-deuses de outrora, onde raios do céus, chuvas, trovões interviriam, mutilavam, resolviam, alegravamos recolhidos. Enfim, super-heróis, perfeitos e mais que honestos, porém com uma diferença que vem à tona: O final não é feliz!.
Penso até que seria ótimo ir com eles - como acontece em algumas partes do filme, em supostas reportagens - para ver o lúgubre espetáculo dos cadáveres à beira do sepulcro raso.
Nem um inocente ferido pelo BOPE… fácil de acreditar, mas queira Deus que eu blasfeme e esteja errado…
Onde os inocentes nunca são despedaçados por baionetas militares.
Oh, meu bom Deus dos ricos, que teu poder possa se exalar até os miseráveis e não mais esquecê-los, e que suas proféticas salvações, teus murmúrios se alaguem na sonhada paz, harmonia, e salvação na mente dos grandes comerciantes e políticos (pra min todos com a mesma roupa suja), e não nicamente do povo.
Que os belos representantes possam representar mais a perto de olhos bem abertos e dizer abertamente que o que sobe, também desce.
Mas de toda forma, o filme, ainda estando muitíssimo longe do essencial à demonstração, já é algo um pouco menos que nada.
A experiencia e talento dos atores deve ser velada, claro.
Mais claro ainda está, que tudo aquilo não passa de um bom filme, onde imagens ruins foram intencionadas como de baixa qualidade propositalmente à obtenção do impacto pretendido.
E de fato foram bem recebidas pelos leitores alienados a um sistema mortal de mídia, que interpela o de sempre, sempre.
Se por acaso a PM do Rio, tivesse realmente a intenção de proporcionar candura à população trabalhadora da favela, no caso a maioria, certamente, conseguiria.
Partindo de um pressuposto lógico, onde alguns meses atrás, na própria Rede Globo, milícias estavam tomando o comando de morros no Rio, pode ser que os pensamentos mais exclaressam-se. Pois se uma pequena milícia de não mais que 15 homens pode tomar um morro, porque não a PM total não o também conseguiria?
E mais! Para que serve o exéricito e no geral o restante das forças armadas, que vivem na engorda em seus explendorosos e calmíssimos postos de dormir?
É somente olhar o tamanho dos homens, para perceber pelo seu peso que não estão trabalhando como dizem.
Mas tudo isso no fundo será esquecido. Logo, após o ataque das forças armadas ao rio, surgirá novo problema como tema de filmes pela Massificante, determinada, atrocida, genocida, controladora, e Modesta TV GLOBINHO. E o Passado se repete mais uma vez, mais com nova vestimenta.
Sempre somos escravos de nossas visões. Essa é nossa sina!
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