Sharon Stone, a referência fatal
Postado por Sergio em 01 Mai 2008 em 11:42 am | Em: Cinema
(Por enquanto, tire os olhos dessa foto)
Em Cinema, existe muito o que se chama referência, que são cenas ou falas antológicas utilizadas depois como inspiração para produções alhures.
Elas estão entre as triviais, as geniais, as atrevidas… uma infinidade. Posso até, identificar alguns grupos:
Existem aquelas que retratam na tela instantes conhecidos da vida real mas até então, impensados como cena. Eles são “desmascaradas” pelo cinema. Ex: o sexo anal em Último tango em Paris, com Marlon Brando e Romy Schneider.
Depois disso, “pegar por trás” ficou configurado como cenas de sexo selvagem, não consentido, afogueado, bizarro, etc…
Existem aquelas que retratam conhecimentos e saberes super avaliados como referência. E de tal forma que os atores quase são juntados aos coadjuvantes. A referência, singular ou plural, é principal personagem. Ex: A série Matrix, onde o filme só faz sentido para quem capta as referências.
Peguei pesado com Matrix como exemplo. Essa obra é um amontoado de referências, um filme que obriga a ler suas diversas “bulas” escritas por cinéfilos mais intelectualizados. Sem elas, confesso que teria ficado no nonsense.
E, por fim, existem aquelas que nascem no cinema e se consagram no mundo exterior, no mundo real. No cinema, elas são tão únicas que nascem herméticas para o meio, não se prestam a referências sem o risco à crítica de puro e simples plágio.
Daqui para frente, pode olhar a foto. No título da postagem já denunciei de quem se trata. Sim, Sharon Stone, ela, de Instinto Selvagem.
Não vejo como algum diretor de cinema consiga numa futura obra, fazer uma referência à antológica cena de seu cruzamento de pernas, sem recair no plágio. Mesmo com uma atriz usando ou não, a calcinha.
Isso, parece-me tão impossível que das vezes que ousaram o foi dando comicidade à cena, com diretores, talvez, aceitando ser daquela forma a única possível de usar.
Depois desta cena é que celebridades passaram a flertar com as lentes dos paparazzi voltadas aos seus pentelhos. Das primeiras, algum furor. Depois, a dita “perseguida” passou a constar nas ações de marketing pessoal das celebridades, apenas como mais um item.
Portanto celebridades, reservem a vossa para exposição em momentos de baixa de seus nomes no mercado. E agradeçam por Sharon Stone não ter registrado o momento e nem pensado em cobrar algum tipo de royalties.
Para que vocês concebam uma medida de grandeza dessa referência, Sharon Stone é, primeiro, um par de coxas apenas, em qualquer situação ou lugar. Já imaginaram quanto não daria um paparazzi para flagrar, um milímetro que fosse, de sua calcinha?
Perceberam então, nesse terceiro grupo, como uma referência nasce nas telas e ganha densidade no mundo real? Para ser mais fantástico, só mesmo com a vinheta de abertura do programa global…
Nhé, isso não é um tratado sobre nada. Nunca li nada sobre isso. Mas acho que não estou de todo equivocado. Estou?
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