Rambo forever

RamboSim, ele está de volta. O canastrão Sylvester Stallone vem ai com o Rambo 4, ou seja lá que título venham a dar para o filme.

A carreira de Sylvester Stallone no cinema só não é pior graças aos tipos que criou e que agora, dado a ausência de criatividade em Hollywood, vê-se obrigado a repetir suas personificações devendo a elas sua sobrevivência “na mídia”.

O último e mais recente, foi um de seus Rock, que ingressou na longa fila de continuações medíocres. Não sei como Cobra continua a escapar da sina…

Na verdade, acho que sei sim. Com a “moda” de crimes nas escolas americanas, com doidos que surgem atirando e matando a esmo, não ficaria bem reviver a violência urbana que Cobra representa.

É, Cobra não é para o momento.

Mas nem Rambo o é. A personagem foi usada até na necessidade de afirmação do americanismo depois da sova que levaram no Vietnã. Ele e o Braddock, de Chuck Norris.

Os anos sessenta foram difíceis para a nação norte-americana com sua auto-estima. Com um presidente popular (John Kennedy) assassinado, seu vice ascendido Lyndon Johnson (1) não teve carisma para definir a guerra no Vietnã, que assim prolongou-se e que deu no que deu: um chocolate amargo para os yankees que tiveram que retirar-se do sudeste asiático de modo humilhante.

Passados vários presidentes depois disso, Rambo e Braddock têm a ver com aRambo competência de Ronald Reagan em fazê-los (o povo norte-americano) readquirir confiança em seu autoproclamado “destino manifesto”, quer seja, o de liderar o mundo.

Mesmo antes de pintar nas telas, nem dá para dizer que o filme será ao menos legalzinho, que servirá para um mínimo de distração.

Não dá! Pelas fotos “vazadas?” (2), já é possível antever a repetição de cenas, clichês batidos nos filmes anteriores mais um monte de explosões e tiros como estão coalhados os filmecos de guerra classe “Z”.

(1) – Foi inevitável lembrar-me menino a ouvir notícias da guerra do Vietnã pela televisão narradas por Eron Domingues, um antecessor de Cid Moreira nos Jornais da Globo.

Eron Domingues forçava a barra na pronúncia do nome de Lyndon Johnson. Ficava algo como Leiraun Djanson

Tente ai, só para sentir o drama.

(2) – Isso de “vazado” não cola mais né?

3 Responses to “Rambo forever”

  1. Digital Drops Says:
    A Semana na Blogosfera Brasileira

    Os meus amigos Guilherme da Revista Papo de Homem e Navarro do Dinheirama pensaram em uma maneira simples e muito interessante de informar aos seus leitores que eles estão lendo um post patrocinado, com a criação de um selo…

  2. EAD Says:
    Esse filme do Rambo era maneiro
  3. Filme novo do Rambo e o Real Madrid Says:
    [...] ao filme, eu já havia antecipado minhas impressões. Será que demora ainda, para chegar na Sessão da [...]