Rambo forever
Postado por Sergio em 28 Nov 2007 em 08:35 pm | Em: Cinema
Sim, ele está de volta. O canastrão Sylvester Stallone vem ai com o Rambo 4, ou seja lá que título venham a dar para o filme.
A carreira de Sylvester Stallone no cinema só não é pior graças aos tipos que criou e que agora, dado a ausência de criatividade em Hollywood, vê-se obrigado a repetir suas personificações devendo a elas sua sobrevivência “na mídia”.
O último e mais recente, foi um de seus Rock, que ingressou na longa fila de continuações medíocres. Não sei como Cobra continua a escapar da sina…
Na verdade, acho que sei sim. Com a “moda” de crimes nas escolas americanas, com doidos que surgem atirando e matando a esmo, não ficaria bem reviver a violência urbana que Cobra representa.
É, Cobra não é para o momento.
Mas nem Rambo o é. A personagem foi usada até na necessidade de afirmação do americanismo depois da sova que levaram no Vietnã. Ele e o Braddock, de Chuck Norris.
Os anos sessenta foram difíceis para a nação norte-americana com sua auto-estima. Com um presidente popular (John Kennedy) assassinado, seu vice ascendido Lyndon Johnson (1) não teve carisma para definir a guerra no Vietnã, que assim prolongou-se e que deu no que deu: um chocolate amargo para os yankees que tiveram que retirar-se do sudeste asiático de modo humilhante.
Passados vários presidentes depois disso, Rambo e Braddock têm a ver com a
competência de Ronald Reagan em fazê-los (o povo norte-americano) readquirir confiança em seu autoproclamado “destino manifesto”, quer seja, o de liderar o mundo.
Mesmo antes de pintar nas telas, nem dá para dizer que o filme será ao menos legalzinho, que servirá para um mínimo de distração.
Não dá! Pelas fotos “vazadas?” (2), já é possível antever a repetição de cenas, clichês batidos nos filmes anteriores mais um monte de explosões e tiros como estão coalhados os filmecos de guerra classe “Z”.
(1) - Foi inevitável lembrar-me menino a ouvir notícias da guerra do Vietnã pela televisão narradas por Eron Domingues, um antecessor de Cid Moreira nos Jornais da Globo.
Eron Domingues forçava a barra na pronúncia do nome de Lyndon Johnson. Ficava algo como Leiraun Djanson
Tente ai, só para sentir o drama.
(2) - Isso de “vazado” não cola mais né?
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