Beto CarreiroBeto Carrero foi um dos precursores da mídia de marca inteligente no Brasil.

Quem viu, duvido que tenha já esquecido do estilizado cowboy montando um cavalo empinado, configurado com som e imagens sugestivamente feitos com raio laser, em drops televisivos.

E o seu desfecho em voz cantada por um coral: Beto Carrero!

(João Batista) Sérgio Murad é seu nome de batismo e confesso que experimentei duas emoções quando disso soube.

A primeira, de decepção por saber que Beto Carrero não era nome real. O que dá noção do grau de envolvimento que tive com a aura da personagem.

Minha geração cresceu vendo filmes de mocinhos, bandidos, índios selvagem e lendo deles, histórias em quadrinhos da Ebal. O espírito de aventura e de liberdade, era por isso representado: pelo herói que se dá bem. Sempre.

E, Beto Carrero, era nome genialmente cunhado, milimetricamente perfeito para aBeto Carreiro personagem conseguir de imediato, sua identificação. Simplesmente unindo o comum Beto ao campesino Carrero, tínhamos o cowboy brasileiro sem nome estrangeiro.

Beto Carrero foi a proximidade com o herói cowboy do imaginário de uma geração.

A segunda emoção, foi de orgulho, por ser ele meu xará. Bobagem? Não para quem não tinha ainda, um xará famoso. Foi o primeiro xará famoso que tive.

Mas, legal mesmo, era quando o xará é famoso com o mesmo nome seu. Daí, sempre sobrava uma rabeira na magia de sua popularidade. Atualmente, isso não tem mais valor. Avacalharam com a boa fama.

Sonhador, empresário, visionário, eu o vi quando da primeira entrevista na televisão anunciando o seu parque temático Beto Carrero World (”uoridi“, como me parecia ouvir dito por ele, com seu sotaque de caipira paulista). O empreendimento consolidou-se como multi-temático, agregando às atrações de dublês, muitos brinquedos e artistas circenses.

O sonho de menino, interpretar o Zorro em circos, foi um estágio rapidamente transposto ou esquecido. Melhor Roy Rogers, pelas vestimentas mais afeitas a firulas e adereços, como mostram as fotos acima, recheadas da mistura de símbolos e elementos.

Ou então, como mais um modelo inspirador. Afinal, Roy Rogers foi personagem que existiu em carne e osso e de sucesso empresarial.

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