Leão, Tropa de EliteA polêmica em torno do filme Tropa de Elite “pegou” seu diretor José Padilha, e o ator principal Wagner Moura, sem um discurso apropriado.

E em nada definitivo e convincente para alusões a violência policial, tidas como apológicas no filme.

Nessas, sai-se José Padilha da “sinuca de bico” proclamando um posicionamento favorável à liberalização das drogas no Brasil.

Wagner Moura então, pobrezinho, das vezes que o vi “apertado” com isso, sequer tinha um discurso. Depois, não sei se adotou o mesmo do chefe.

A idéia central em torno da liberalização das drogas seria o fim do tráfico e com ele, dos crimes, violência e corrupção advindos.

Mas defendê-la assim, apenas com um proverbial “Saida pela esquerda!” (Leão da Montanha, Hanna Barbera… é, vi muito desenho animado sim) soa artificial demais para meu gosto. E irresponsável, pela ausência de argumentos. (01)

E só não é mais irresponsável, porque José Padilha não tem estatura para levantar essa bola e iniciar uma discussão sobre o tema. E, a bem da verdade, como ele não pretendeu levantar essa bandeira, pouco se dá se falar para o vazio.

O que ele quer, é um discurso pretensamente políticamente correto e que o livre dos embaraços com explicações intelectualizadas, engajadas, tão ao gosto dos críticos.

E, desastrosamente para ele, isso denuncia uma ausência de conteúdo ideológico no diretor. E, sem esse conteúdo, Tropa de Elite ficará (podem apostar) remetida aos status de obra do acaso, fruto da sorte.

José Padilha não repetirá o sucesso porque não tem conteúdo ideológico para produzir outro filme de sucesso. Assim, simples.

Se no cartaz de sua próxima produção surgir o famigerado “do mesmo diretor de Tropa de Elite“, podem apostar até mais. Nem eles próprios estarão confiando no sucesso autóctene da produção.

Em bom cinema, é como no futebol: o que importa é o que está para ser feito. Nomes e currículos vendem filmes, mas ninguém quer sair decepcionado da sala de exibição.

Voltando ao ponto, primeiro que não existe no Brasil uma discussão pública a respeito da liberalização das drogas. O revigorado Fantástico não saiu a entrevistar os moradores dos morros perguntando “O que você acha da liberalização das drogas?”, saiu?

Daí sim, eu chamaria como discussão pública. Enquanto for (se é, não sei…) um anteprojeto no Congresso Nacional perdido no limbo da falta de assinaturas para ir à pauta, ele não existe.

Em segundo, sempre quando nisso falam o país que vem à mente é a Holanda. Mas lá, até onde eu sei nem é liberalização, mas sim, despenalização. Certamente, um estágio inferior, uma espécie de fase probatória. O olhem que isso faz tempo e se a educada sociedade holandesa ainda não aprovou, deve ser porque ainda não convenceu.

E a Holanda é um país pequeno, rico e educado. Não serve como parâmetro para o Brasil.

Aqui, foi preciso uma Amazônia lancinar em sua agonia para se montar uma força tarefa da Polícia Federal contra os madeireiros. Um decreto presidencial tornou ilegal o jogo de azar e a televisão não passa um mês sem denunciar pontos clandestinos de jogos eletrônicos.

Acham então, que o império das drogas seria simplesmente desativado? Não! Ele aprimoraria o delivery e encontraria formas de seviciar nossos jovens e crianças, formando seus futuros clientes.

José Padilha, cala a boca, animal!

(01) - E eu, critico e não tenho argumentos? Tenho sim, numa única palavra: Educação.

Bookmark e Compartilhe

As mais recentes:

Banco de imagens sem descrição

06 01 2009

Acordo ortográfico com a nova reforma ortográfica

05 01 2009

Ronaldo faz sentido no mercado de ilusões

04 01 2009

E o Rio de Janeiro é Lula de cabo a rabo. Que nabo.

01 01 2009