10.000 a.C. o filme pipoca do ano. Por enquanto.
“Cine pipoca” é termo auto-explicativo, sugestionado, mas convém uma breve definição para os desligados nas coisas do cinema.
Define aqueles filmes descomprometidos com tramas mirabolantes ou mensagens ideológicas e sem material para debates ou censura. É filme para a família ver.
Quando li uma primeira nota sobre 10.000 a.C., o crítico apressou-se em identificar várias colagens do filme retiradas de Conan, o Bárbaro, Stargate e um outro que não recordo.
Mas tem também um outro que não foi citado mas vejo colagens dele: se o roteiro de 10.000 a.C. conta a epopéia de um jovem (do tempos dos mamutes) que parte em viagem para resgatar sua amada raptada, eis aí odisséia parecida com a vista em Apocalypto, de Mel Gibson.
Saber desse filme valeu para lembrar de Quando as mulheres tinham rabo (Giuliano Gemma) e A história do mundo – 1ª parte (Mel Brooks) pela ambientação na antiguidade.
Comédias, produções ao nível de Renato Aragão, por paupérrimas no efeitos especiais, os possíveis para a época. Nem perguntem pois não lembro mais nada desse filmes. Apenas a ambientação.
E gosto deles porque uma filhota minha de 12 anos fica sossegada comigo assistindo, quando vou à sua casa. Caso contrário, é uma canseira desgraçada dar atenção uma tarde toda a uma pré-adolescente. A Bia, é um teste de resistência física.