Topetem
Arquivo no Assunto
Arquivo no Assunto
Postado por Sergio on 01 Jul 2008 | Em: Topetem
Inaugurado em Sampa um bar dentro de uma estrutura de gelo, coisa vista na televisão pelos “fantásticos” da vida em alguns outros lugares do mundo.
O bar gelado, ou Ice Espaço como é seu nome comercial, funciona a uma temperatura interior de cinco a sete graus negativos e como tal, o cliente só pode ficar ali dentro por pouco tempo, para um único drink.
Aliás, parece que o grande lance é esse. Cobra-se uma entrada de R$ 30 e o sujeito tem direito a um drink. O estabelecimento fornece vestimentas adequadas para os frequentadores suportarem a baixa temperatura.
Eu vi um filme de apresentação do tal e, embora esteja ainda devendo em estrutura para seus inspiradores de regiões geladas, serve já para saciar a curiosidade de um centro como São Paulo, onde pode-se encontrar “de um tudo”.
Sim, pois a notícia me fez lembrar de quanto por lá estive morando, nos anos oitenta. Estava num hotel, perdido na madrugada e sem sono, quando chega um dos hóspedes com o qual tinha travado amizade.
E ele chegou fazendo uma aposta:
- Se adivinhar o que andei fazendo, pago o almoço de logo mais.
Arrisquei um ou dois óbvios palpites para só daí, ele dizer:
- Estava treinando arco e flecha numa academia.
Pois é…. Viva Sampa. Pena que está cada vez mais difícil até de chegar por lá. O que direi então, de morar.
Postado por Sergio on 13 Jun 2008 | Em: Topetem
A Interpol já foi avisada. As obras roubadas estão avaliadas em US$ 1 milhão e não tinham seguro. Imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas.
Ué? Não é esse um blogue das coisas do quotidiano no Brasil? Mulher pelada, dicas para o Orkut e roubo de quadros. Tá estranhando o quê?
Postado por Sergio on 11 Jun 2008 | Em: Topetem
Você um dia irá reparar nisso. Anote:
Qando a gente tá de conversa, de papo, com alguém mais velho e rola alguma conversa em que se cite a idade…
E sempre, sempre, que o interlocutor é coisa de uns dez anos mais velho, lhe diz:
“Você é novo ainda…”
Ouvi isso quando tinha vinte de alguém dos trinta. E nas décadas seguintes até agora, que estou com cinquenta, ouvi de alguém com sessenta.
Porque será hem?
E isso é um fenômeno tipicamente masculino. Talvez porque homens pouco se diferenciam no aspecto, no “acabamento”, com até uma década da diferença nas idades.
Isso, claro, fica mais evidente na idade intermediária da vida, ali dos trinta aos cinquenta.
E não difícil, até ouvi observações: “Porta que partiu… assinava um cheque em branco para ter dez anos a menos”.
Se você for homem e estiver com mais de vinte anos e menos de cinquenta anos de idade, nunca aconteceu com você? Nunca reparou isso?
Acho eu, que talvez seja porque homem sempre pensa que poderia mais. Poderia ter se divertido mais, ter conseguido mais mulheres, ter desperdiçado menos oportunidades, ter cometido menos erros, ter ganhado mais dinheiro…
Uma permanente e sempre presente década perdida?
Seria isso, Pitágoras?
Postado por Sergio on 06 Jun 2008 | Em: Topetem
Vai longe o tempo em que homem na cozinha era um charme adicional, uma heróica superação do machismo.
Sob o ponto de vista da mulher, é claro, depois que elas traçaram com suas réguas o que seria ou não politicamente correto no comportamento do homem.
Hoje, fatores como a falência da instituição casamento, o egoísmo de morar sozinho e a dificuldade em manter (primeiro, em encontrar…) uma empregada doméstica, fizeram com que o homem aprendesse sobre cozinha além da habilidade inata de abrir potes de maionese.
Sou desses. E tenho minhas receitas elogiadas por amigos, pois sim. E sem fugir do trivial. Literalmente, do arroz com feijão.
Arroz e feijão “gordos”, como chama a dona da pensão. “Gordo”, porque são encorpados com uma montoeira de coisas. Quer aprender a fazer esse arroz gordo?
Já passo essa receita simples. Inclusive, isso me lembrou da simplicidade de um senhor, um tiozinho, nos tempos que morava no Hotel Alvorada, do Tatu.
Tatu, era o apelido do dono e se grafasse hotel do Tatu seria igualmente correto pois assim era mais conhecido, aquele pardieiro.
Ah, a receita… anote ai: arroz, 200 gramas de bacon, cebola média, alho, Sazon, um vidro ou lata de seleta de legumes e sal a gosto.
E o tiozinho, como estava contando… estava eu tomando um café, pela manhã, do lado de dentro do balcão do bar do hotel. Era bar, hotel e restaurante, o buraco do Tatu.
Bem, estava eu do lado de dentro do balcão e vi esse tiozinho que chegou bem humilde, tipo aqueles cachorros com o rabo entre as pernas quando se aproximam de um cachorro maior.
Ele tinha um velho canivete numa das mãos e a outra, trazia fechada. Tudo no típico formato de quem tivesse acabado de picar fumo de corda para enrolar um cigarro de palha. Mas ele não tinha a palha.
Ah, sim… a receita. Bem, pique o bacon em cubinhos, a cebola em fatias, e uns cinco dentes de alho amassados. Eu tenho uma panela de ferro, você a tem? Se tiver, é melhor…
O tiozinho… ia esquecendo… Então, daí, o tiozinho chegou-se até mim, pensando que eu fosse alguma “otoridade” no bar por estar do lado de dentro do balcão. E dizendo:
- Viu, eu acabei de picar um fumo para fazer um cigarrinho e não tenho a palha… O senhor não poderia me arrumar um pedaço de papel, de jornal mesmo, para eu terminar meu cigarrinho?
Ih.. ia esquecendo do arroz! Bem, coloque na panela os cubos de bacon e deixe fritar. Evite óleo para a fritura mas se precisar, não use mais que uma colher. Depois de juntado alguma gordura líquida, junte o alho e frite. Em seguida a cebola e, mexendo sempre, frite também.
Coloque dois copos de arroz e frite. Porque fritar o arroz? Bem, quanto mais frito, mais improvável que vire “papa”, que grude. Frite, mexendo sempre, até que veja uma coloração esbranquiçada numa boa porção dele.
Sim… o tiozinho… vou terminar a estória. Bem, eu estava diante do humilde pedido de um pedaço de jornal para enrolar um cigarrinho.
Sem mover um pé de onde estava, eu saquei um punhado de guardanapos de papel de um porta-guardanados que estava em minha frente e passei, sem palavra, ao tiozinho.
O homenzinho tinha também, na mesa onde estava, um porta-guardanapos de papel. Em sua extrema simplicidade não se tocou que aquilo era um quase nada e que poderia servir-se.
Meu Deus, o arroz! Cuidado para não deixar o arroz grudar na panela ainda cru, enquanto o está fritando. Adicione água fervente em até pouco mais que dois dedos acima do nível do conteúdo da panela. (Cuidado nessa hora, pois pode acontecer uma forte evaporação e queimar sua mão e até, o rosto)
Adicione na gororoba a seleta de legumes, o Sazon e sal a gosto.
O tiozinho do fumo? Ah, sim… Nem imaginam a carinha de felicidade dele, de agradecimento, quando lhe passei aquela “sedinha” linda e limpa para ele enrolar seu cigarro. Seus olhinhos, até brilharam de alegria!
Abaixe o fogo do arroz e deixe cozinhar até secar a água, com a tampa entreaberta. Deixe descansar por uns vinte minutos e sirva com ovos fritos ou bife acebolado. Para beber, Tang de manga, bem gelado.
Postado por Sergio on 04 Jun 2008 | Em: Topetem
Trombei com o César pela calçada da rua Primeiro de Março, a principal da cidade. Ele cumprimentou: “Ô, Chesmann, lembrei de você ontem…” (01)
Como é?, pensei. O Cesar Bigliassi (Biliassi, Biliasse… uma zorra esses sobrenomes italianos que mudam de um irmão para outro… não é verdade Cão César?) formou-se em Contabilidade comigo, em Igaraçu do Tietê.
Igaraçu do Tietê é a cidade irmã da minha, Barra Bonita. Apenas o Rio Tietê a nos separar e lá, é para onde íamos quando expulsos nas escolas de cá.
Pensam que brinco com isso?
Pois o prefeito de lá atendeu a nossos pedidos e começou uma Escola Comercial com uma sala para o segundo ano, exclusiva para alunos literalmente enxotados (ou, no mínimo, convidados a sair…) da Fundação Barra Bonita de Ensino. Inclusive eu.
E o César continuou:
“Cara, não é que encontrei o meu cartão de afiliação na CBA, a Comunidade dos Boca D´Arcos?”
Pedi que escaneasse e enviasse para meu e-mail:
Frente e verso da carteira da CBA
Éramos cães, mas da farra. Uns da pesada, outros nem tanto. Muita cerveja, encrencas com a polícia e enfrentamentos com maconheiros. Alguns de nós detestava os maconheiros porque viciavam as meninas, numa disputa desigual pela conquista.
No cruzar das galeras, era pancadaria na certa.
Estávamos em 1976, no último ano do curso, quando alguém teve a idéia dessas cédulas de identificação dos Cães da CBA.
Mais sobre, eu precisaria de um jornal para escrever todas as boas lembranças.
(01) - Um apelido meu dos tempos de engraxate. O primeiro aparelho de televisão de casa ganhamos de uma irmã por parte de pai que morava em Sampa.
Um TV dos anos cinqüenta, importado, em móvel próprio de cerejeira. Um trambolhão.
Depois do jornal noturno, filmes. Um que vi, “O bandido da luz vermelha”, contava a história de Caryl Chesmann. Contei o filme para os outros moleques engraxates e herdei o sobrenome do bandido como apelido.
São poucos os que ainda assim me chamam, mas persistem.
Postado por Sergio on 15 Mai 2008 | Em: Topetem
Engraçadinhos, vocês são. Tomaram de uma chimbica 29 (tida como a original que o Roberto Carlos possui faz uns trinta anos) e fizeram dela, um monstrengo.
Monstrengo como existem muitos e hoje, em qualquer lugar do mundo encontram-se oficinas para fazer isso.
E vêm a nos vender a coisa toda, como espontânea:
“Ah, diz que o Emerson Fittipaldi reformou a caranga do Rei como um presente especial”.
Ora, que mentira. E a bichinha ficará exposta num salão de exposições de auto-peças, o Salão de Acessórios 2008.
A provável realidade: Inspirada no quadro “Lata Velha“, do Caldeirão do Huck, o marketing do Salão de Acessórios tomou de uma chimbica 29 como sendo a de Roberto Carlos (pode até ser a do Roberto, até ai, tudo bem…) e contratou um outro astro brasileiro (o piloto Emerson Fittipaldi) como “gerente de restauração”.
Daí, apresentam esse monstrengo dizendo que Emerson Fittipaldi (faltou no enredo da farsa, explicitar a motivação do piloto para o presente…) fez uma “surpresa” para o Rei Roberto Carlos entregando-lhe reformado, o seu calhambeque.
Gente, isso é um monstrengo. Ninguém em sã consciência pode chamar isso de restauração. Restauração, preserva as peças, as linhas, os detalhes e mecânica originais.
O que fizeram com a bichinha, foi dela fazer uma atração fixa no Salão de Acessórios e de quebra, ela própria um out-door de auto-peças.
Ficou toda deformada, a raridade! Fosse para fazer isso, fizessem uma réplica em fibra de vidro, ôbaralho!
Restaurar, é completamente diferente do que fizeram.
Olhem só, na falta da grade lateral do compartimento do motor, na judiação que deixaram.
Fizeram um buraco ali, para deixar à mostra, as tubulações niqueladas.
E as saidas de escapamento, ao rés do estribo? Tudo está horroroso. Tenho certeza que todo e qualquer restaurador de automóveis antigos, ficou (e esta ainda…) horrorizado.
Vejam só, a tala dos pneus e que obrigou a ampliar a área dos paralamas, ficando bizonhamente mais largos. Tou falando… se fosse para destruir uma peça histórica, fizessem essa merda toda em vibra de vidro.
Essa farsa é mote como atração para o Salão de Acessórios e, Roberto Carlos e Émerson Fittipaldi, apenas os garotos propaganda da abertura.
Nada a ver. estragaram o carrinho. Com o con$entimento do dono, aposto.
Sirvam-se, então.
Babacas…