Música
Arquivo no Assunto
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Postado por Sergio on 14 Mai 2008 | Em: Música
Faleceu nessa manhã por parada cardiorrespiratória o guitarrista Wander Taffo. Não conhece? Pense num guitarrista fudido. Multiplica por alguma coisa. É ele.
Perca uns minutos, mesmo não gostando muito, para seu estilo único e característico. Nesse seu perfil no Música Myspace tem algumas “palhinhas”.
O primeiro contato que tive com seu nome foi através de um parceiro de aventuras (desventuras?) do ativismo cultural.
Acontece que Taffo é dono de uma das mais importantes escolas de música da América do Sul, a EM&T, e muito ligado a projetos sociais, onde agia pessoalmente junto ao público alvo.
Nessa página da Folha Online e nos links de seu rodapé, conheça um pouco mais de sua história, principalmente Wander Taffo, gênio da guitarra, mestre da cidadania, de Ricardo Feltrin.
Postado por Sergio on 24 Fev 2008 | Em: Música
Vi ontem no programa Altas Horas, do Serginho Groisman essa garota, a Mallu Magalhães.
Talento precoce, compõe, toca violão, gaita de boca e canta em inglês. Um fenômeno na internet que traz à baila, fortemente, os questionamentos sobre o futuro da música, de músicos, cantores e gravadoras.
Nessa altura do tempo em que redijo essa postagem, Mallu Magalhães já deve ter contatos para agendamentos de shows pelo Brasil afora. Ontem, no Altas Horas, ela anunciou dois deles.
Na minha modesta opinião sobre o fenômeno, eu penso que as coisas serão como antigamente, quando toca-discos eras caros e inacessíveis ao grande público. Os cantores vendiam poucos discos, mas faziam muitos shows em rádios, circos e teatros.
Agora, com a internet espalhando músicas gratuitas pelo ar feito aleluias, acho que isso volta. Os artistas da música deixarão de faturar com simplesmente ela, a música. Irão faturar mais, com shows.
Fim da ditadura das gravadoras? Fim das gravadoras?
A foto que ilustra essa postagem, tomei emprestada de um de seus já, milhares de fãs.
Mãããs… Não pude deixar de anotar uma frase do Serginho Groisman ao final da apresentação da menina, quase um murmúrio no microfone: “Essa internet tem cada coisa né? Rola cada coisa…”
Não acredito que ele tenha pensado um desconhecimento da internet como mídia. Melhor eu considerar off-topic e esquecer dessa.
Postado por Sergio on 11 Jan 2008 | Em: Música
Quando me agrado de uma música, essa primeira versão que ouço é a que fica. Podem depois reproduzi-la melhor arranjada, mas a percepção grava detalhes insubstituíveis da primeira que agradou.
E comigo foi assim com “Chorando se foi“, o hit de sucesso estrondoso pelas décadas de 1980/1990, na voz de Márcia Ferreira, embora a consagração mundial da música só tenha acontecido após o sucesso do grupo Kaoma, na Europa.
Lembro-me que passado a onda, Márcia Ferreira apareceu num programa de televisão, ressentida, por não ter sido sua gravação e seu nome a estarem no pedestal. Afinal, a versão em português do original “Llorando se fué” e em ritmo de lambada, é de sua autoria.
Márcia Ferreira e o grupo baiano Kaoma sumiram da media assim como some, toda efeméride musical. A lambada, música e dança, sobrevive ainda nas areias de Porto Seguro, segundo dizem, esse que foi um dos mais populares estilos de dança brasileiro mesclando samba e maxixe com muito erotismo.
Porque não “vingou”, se tão envolvente era? Dizem alguns que foi por falta de substância musical e limitação coreográfica, o que não é verdade. Falar de limitações para a música no Brasil, nem para piada serve.
Ao meu ver, foi por ter na região Norte sua origem, onde os poucos expoentes da MPB não conseguem ultrapassar a barreira baiana para fazer sua produção musical chegar ao eixo São Paulo-Rio de Janeiro. Até chegam, mas são sufocadas.
A lambada é contemporânea ao axé-music baiano e só por ai, já se pode entender. Fafá de Belém tentou o carimbó, se não sabem, mas também contemporâneo ao axé baiano não resistiu por mais que um verão.
E, convenhamos, não há como competir com a força musical baiana, tanto em nomes como projeção nacional de sua música regionalista: tudo que vem da Bahia, bom ou ruim, é que arrasta multidões porque lá é que estão os artistas de redutos intelectuais e, melhor, aqueles da massa.
Ocupe alguns minutos de seu tempo e compare as diferente versões pelos vídeos abaixo.
No primeiro, a versão original de “Llorando se fué” (Saya boliviana, original de Gonzalo e Ulisses Hermosa González) com o grupo Los Kjarkas. Notem a “agitação” da platéia com a música original.
No segundo, uma tosca gravação (som muito ruim e apenas imagens estáticas) de Márcia Ferreira, injustiçada ou má afortunada, como queiram. Tanto, que apenas esse vídeo dela encontrei para essa canção.
No terceiro, o clipe com o grupo Kaoma, bem representativo da dança, do povo brasileiro.
Créditos: Fiz essa postagem, por nostálgico que me deixou a Cilene Bonfim.